O Copom se reúne hoje e amanhã para definir a Selic, atualmente em 14,75%. A decisão impacta diretamente o bolso dos brasileiros, incluindo crédito, financiamentos e o custo de vida.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne HOJE e amanhã para deliberar sobre a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está fixada em 14,5%. Durante essa reunião, o Copom irá avaliar os indicadores da economia brasileira e global, considerando se há espaço para uma possível redução dos juros ou se a taxa deverá permanecer elevada por um período maior.
Na última reunião do comitê, realizada em abril, os membros decidiram, por unanimidade, cortar os juros em 0,25 ponto percentual. Essa foi a segunda redução consecutiva, embora tenha ocorrido em um ritmo mais moderado. A decisão foi embasada pela análise das incertezas relacionadas aos desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e pela expectativa de que a inflação se mantenha elevada por um período mais longo.
O mercado financeiro, por sua vez, elevou suas previsões para a Selic. A estimativa divulgada no boletim Focus aponta que, até o final de 2026, a taxa dejuros deve se fixar em 13,5% ao ano, uma leve queda em relação aos 13,75% previstos na semana anterior. Além disso, as expectativas de inflação, conforme medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também foram ajustadas, passando de 5,11% para 5,3% para este ano.
As pressões econômicas decorrentes da guerra no Oriente Médio têm elevado a projeção para o IPCA, que já ultrapassa o intervalo da meta estabelecida pelo Banco Central. A meta de inflação é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, fixando o limite inferior em 1,5% e o superior em 4,5%.
“O Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, afirma a ata divulgada pelo Comitê.
Além das questões relacionadas à Selic, HOJE também está prevista a votação do Projeto de Lei (PL) 1838/26 na Câmara dos Deputados. Este projeto, que visa acabar com a escala 6X1 e destravar a pauta de votações, foi convocado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que anunciou a reunião do colégio de líderes para discutir a proposta. O relator do projeto, deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), deverá esclarecer os principais pontos do texto durante a reunião.
O projeto, que foi enviado pelo governo em abril, estabelece um limite de 40 horas semanais na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e garante ao trabalhador dois dias de repouso remunerados de 24 horas consecutivas. A proposta, por ter sido encaminhada em regime de urgência, está trancando a pauta do plenário da Câmara, que só poderá deliberar sobre emendas à Constituição, projetos de Decreto Legislativo e requerimentos de urgência até que o PL seja votado.
O relator, Léo Prates, deve manter os mesmos pontos da PEC aprovada no final de maio, que reduziu a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabeleceu a escala de cinco dias de trabalho por dois de folga (5×2). Atualmente, a PEC está em análise no Senado.
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