Um homem suspeito de se passar por médico usando o registro do irmão está sob investigação após a morte de uma paciente em Umbaúba. A Polícia Civil apura o caso com atenção.
A Polícia Civil de Sergipe está conduzindo uma investigação sobre um suposto exercício ilegal da medicina na Clínica Municipal 24 Horas de Umbaúba. O caso envolve a morte de uma paciente que foi atendida na unidade, fato que gerou preocupações e questionamentos por parte dos familiares da mulher.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), um homem é suspeito de realizar atendimentos médicos sem a devida autorização, utilizando o registro profissional e carimbo de seu irmão, que é um médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM). Essa situação levantou suspeitas sobre a legalidade do atendimento prestado na clínica pública.
As investigações começaram após o falecimento da paciente, que ocorreu após receber cuidados na unidade de saúde. A Polícia Civil destacou que, até o momento, não há evidências que estabeleçam uma ligação direta entre o atendimento prestado e a morte da mulher. As circunstâncias do óbito estão sendo analisadas e dependem da conclusão dos exames periciais, incluindo um exame necroscópico realizado pelo Instituto Médico Legal (IML).
A Delegacia de Umbaúba está investigando duas frentes diferentes: a primeira é sobre a prática ilegal da medicina, que será examinada através de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e a segunda é a apuração das circunstâncias que levaram à morte da paciente, que será feita por meio de um inquérito policial.
A Prefeitura Municipal de Umbaúba se pronunciou sobre o caso, informando que o indivíduo suspeito de exercer a medicina de forma irregular estava atuando na unidade sem o conhecimento ou autorização da gestão municipal ou da Secretaria Municipal de Saúde. Segundo a gestão, o profissional que deveria estar no plantão não compareceu, e a troca foi feita sem a devida comunicação.
A administração municipal declarou que assim que tomou conhecimento da situação, tomou as providências necessárias para garantir a continuidade do atendimento médico na unidade, incluindo a reposição do profissional. A Secretaria de Saúde também anunciou a instauração de uma sindicância administrativa para investigar o ocorrido e identificar responsabilidades, além de colaborar com as autoridades competentes nas esferas administrativa, cível e criminal.
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