Irã, Omã e nações do Golfo assinarão memorando que define o futuro do Estreito de Ormuz. O pacto prevê cessar-fogo permanente no Líbano e em Gaza e supervisão nuclear internacional.
No dia 19 de junho de 2026, será assinado um memorando de entendimento que estabelece diretrizes para a gestão do Estreito de Ormuz, envolvendo o Irã, Omã e outras nações do Golfo Pérsico. O acordo, que já foi assinado remotamente, prevê a definição da administração do estreito e o levantamento de sanções contra o Irã, além de compromissos de não desenvolvimento de armas nucleares sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
O documento, que contém 14 pontos, foi divulgado amplamente e destaca o fim imediato e permanente das guerras no Líbano e na Faixa de Gaza. De acordo com o texto, tanto o Irã quanto os Estados Unidos comprometem-se a respeitar a soberania e a integridade territorial um do outro, abstendo-se de interferir nos assuntos internos de cada país.
Um dos pontos principais do acordo é a autorização da passagem segura e gratuita de embarcações pelo Estreito de Ormuz, que representa aproximadamente 20% do petróleo mundial. O Irã se compromete a garantir essa passagem por um período de 60 dias. O diálogo sobre a administração do estreito será conduzido em conformidade com o direito internacional e os direitos soberanos dos Estados costeiros da região.
Além disso, o memorando estabelece um prazo de 60 dias para a conclusão de um acordo final, que poderá ser prorrogado com o consentimento mútuo das partes envolvidas. Imediatamente após a assinatura, os Estados Unidos iniciarão a remoção do bloqueio naval imposto ao Irã, com a expectativa de que o trânsito de embarcações comerciais seja restabelecido em um período de 30 dias.
“Os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã, ao assinarem este Memorando de Entendimento, declaram o término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano”, afirma o documento.
O acordo também inclui um plano de reconstrução para o Irã, com um investimento mínimo de 300 bilhões de dólares, a ser desenvolvido em conjunto com parceiros regionais. Os mecanismos para a implementação deste plano serão discutidos como parte do acordo final que deve ser concluído nos próximos dois meses.
Siga o Clarim Gospel e receba as notícias do mundo gospel em primeira mão.
