Nações rivais se sentaram à mesa em busca de um acordo abrangente para a região. O cessar-fogo total, incluindo o Líbano, é condição iraniana para avançar nas negociações.
Representantes dos Estados Unidos e do Irã realizaram, neste domingo (21), na Suíça, a primeira reunião de negociações após a assinatura de um memorando de entendimento para um acordo de paz abrangente no Oriente Médio.
A reunião, que durou 80 minutos, ocorreu em meio ao impasse da guerra no Líbano, envolvendo o Hezbollah e Israel. A delegação iraniana destacou que o acordo final só poderá ser alcançado com o término da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano.
“Sem a implementação dessas disposições, especialmente o parágrafo 1 (encerramento da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano), não é possível prosseguir para a fase de negociação do acordo final”, afirmou o porta-voz do ministério das relações exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, em uma rede social.
O encontro também abordou questões relacionadas às isenções para exportação de petróleo do Irã, atualmente bloqueadas por sanções dos EUA, além das medidas para liberar fundos iranianos congelados no exterior, também afetados por sanções econômicas.
Em meio às negociações, o presidente Donald Trump reiterou ameaças ao Irã, responsabilizando o Hezbollah pela situação no Líbano. “O Irã deve impedir imediatamente que seus agentes bem pagos no Líbano causem problemas. Se não o fizerem, atacaremos o Irã com muita força novamente”, declarou Trump.
O chefe do Parlamento iraniano, MB Ghalibaf, respondeu às ameaças, afirmando: “Não levamos em conta as ameaças dos americanos. É melhor que tomem cuidado com suas declarações; nossas forças armadas estão prontas para responder de outra maneira.”
Antes das ameaças, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, que lidera a delegação na Suíça, expressou otimismo sobre as negociações, afirmando que houve “grande progresso” e que o objetivo é transformar o relacionamento dos EUA com o povo iraniano.
Enquanto isso, o governo de Israel reafirmou sua posição de manter as tropas no Líbano. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o país tem liberdade para agir no Líbano “sem restrições” e que não se retirará da zona de segurança no território libanês.
O grupo Hezbollah também se manifestou, afirmando que qualquer violação da ocupação israelense será respondida. O secretário geral do Hezbollah, Sheikh Naim Qassem, ressaltou que os Estados Unidos têm a capacidade de forçar Israel a interromper suas ações, considerando que o apoio dos EUA permitiu a ocupação israelense no Líbano.
Siga o Clarim Gospel e receba as notícias do mundo gospel em primeira mão.
