Na tarde e noite de quarta-feira, 24 de junho de 2026, a Venezuela foi abalada por dois terremotos de forte magnitude, registrados com 7,2 e 7,5 na escala Richter, seguidos por cerca de 20 réplicas. Em um comunicado divulgado pela emissora estatal Telesur, a presidente Delcy Rodríguez anunciou a decretação de estado de emergência para enfrentar as consequências desse desastre natural e convocou a população a se unir para salvar vidas.
As regiões que mais sofreram os impactos foram Trujillo, Yaracuy, Carabobo, Aragua, Miranda, Caracas e La Guarda. Em resposta à situação, a presidente pediu uma mobilização ampla dos profissionais de saúde e anunciou a suspensão das aulas nos próximos dias.
Embora o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) tenha inicialmente classificado o tremor principal com magnitude de 7,1, posteriormente atualizou a informação para 7,5. A intensidade dos terremotos levou o Centro Nacional de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos a emitir um alerta para Porto Rico e Ilhas Virgens, embora esse aviso tenha sido suspenso logo em seguida.
Na Região Norte do Brasil, moradores relataram ter sentido os tremores. A Defesa Civil do Estado do Amazonas informou que o tremor foi percebido em cidades como Manaus, Barcelos e Iranduba, mas não houve registros de vítimas. O prefeito de Belém, Igor Normando, também comunicou nas redes sociais que a cidade sentiu os impactos e que prédios foram evacuados como medida de precaução, especialmente nas áreas de Umarizal, Jurunas, Cremação e Pedreira. Ele pediu calma à população e ressaltou a importância de seguir as orientações das autoridades.
Segundo a Telesur, o epicentro do terremoto principal foi localizado a 23 quilômetros de Yumare, e esses tremores estão entre os mais fortes que atingiram a Venezuela nos últimos cem anos. O último evento sísmico de magnitude semelhante ocorreu em 2018, com 7,3, e afetou diversos países da região, incluindo Brasil, Guiana e várias ilhas do Caribe.
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