As vendas de títulos públicos pela internet, através do Tesouro Direto, alcançaram um novo marco em maio, totalizando R$ 10,22 bilhões. Esse resultado, divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Tesouro Nacional, representa um crescimento de 19,46% em relação ao mês anterior, quando as vendas somaram R$ 8,55 bilhões. Comparado ao mesmo mês do ano passado, o aumento é ainda mais expressivo, atingindo 48,98%.
O destaque do mês foi o novo título Tesouro Reserva, que impulsionou as vendas e atraiu o interesse dos investidores. Em termos de participação, os títulos vinculados aos juros básicos foram os mais procurados, representando 54,5% das vendas. As Letras Financeiras do Tesouro (LFT) sozinhas somaram R$ 4,05 bilhões, o que corresponde a 39,6% do total vendido.
As vendas do Tesouro Reserva, que é indexado aos juros básicos e funciona de maneira semelhante às caixinhas de bancos digitais, atingiram R$ 1,52 bilhão, representando 14,9% do total.
Os papéis que são corrigidos pela inflação, atrelados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), corresponderam a 22,5% do total, enquanto os títulos prefixados, com juros definidos no momento da emissão, somaram 16,1%. O Tesouro Renda+, que foi lançado no início de 2023 e tem o objetivo de financiar aposentadorias, respondeu por 5,3% das vendas. Já o Tesouro Educa+, criado em agosto de 2023 para auxiliar na poupança para o ensino superior, atraiu apenas 1,6% das vendas.
O crescimento das vendas é reflexo do alto nível da Taxa Selic, que atualmente se encontra em 14,25% ao ano. Isso torna os papéis atrativos para os investidores. Além disso, a expectativa de alta na inflação oficial nos próximos meses também tem atraído a atenção para os títulos vinculados à inflação.
O estoque total do Tesouro Direto, ao final de maio, alcançou R$ 251,01 bilhões, representando um aumento de 3,61% em relação ao mês anterior e de 42,53% em comparação a maio do ano passado. Esse crescimento é resultado da correção pelos juros e do fato de que as vendas superaram os resgates em R$ 6,06 bilhões no último mês.
O número de investidores que aderiram ao programa no mês passado foi de 267.136, elevando o total de investidores para 35.591.801. Nos últimos 12 meses, essa quantidade acumulou um aumento de 9,53%. O total de investidores ativos, aqueles com operações em aberto, chegou a 3.592.215, registrando um aumento de 19,19% em um ano.
As vendas de títulos de pequeno valor, até R$ 5 mil, representaram 78,1% do total de 1.192.100 operações realizadas em maio, sendo que as aplicações de até R$ 1 mil corresponderam a 54,7%. O valor médio por operação foi de R$ 8.570,70.
Os investidores mostraram uma preferência por papéis de curto prazo, com 46,6% das vendas sendo de títulos com prazo de até cinco anos. As operações com prazo entre cinco e dez anos representaram 34,4%, enquanto os títulos com mais de dez anos corresponderam a 19% das vendas.
O Tesouro Direto, criado em janeiro de 2002, tem como objetivo popularizar a aplicação em títulos públicos, permitindo que pessoas físicas adquiram esses investimentos diretamente do Tesouro Nacional pela internet, sem a necessidade de intermediários financeiros. Os investidores pagam apenas uma taxa para a B3, que é descontada nas movimentações dos títulos. Essa venda de títulos é uma estratégia do governo para captar recursos e honrar compromissos financeiros, prometendo devolução do valor acrescido de juros que variam conforme a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida previamente.
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