As Unidades UAC e UCV do Huse garantem monitoramento constante e atendimento multiprofissional a pacientes em estado crítico, unindo eficiência e cuidado humanizado.
“Eu não tenho palavras para agradecer. Ele está aqui há mais de dois meses e, mesmo com todo esse tempo, nunca faltou cuidado.” O relato emocionado é da estudante Ana Carolina Santos Bastos, que acompanha o avô José Hamilton dos Santos, de 73 anos, internado em uma das Unidades de Apoio Crítico (UAC) do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse). O idoso, morador do município de Salgado, foi internado após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).
José Hamilton foi atendido inicialmente pelo Samu 192 Sergipe, passou pela Ala Vermelha e, em seguida, foi transferido para a UAC, onde permanece internado. Ana Carolina recorda que o quadro do avô foi súbito e grave. “Ele perdeu os movimentos, não falava e foi atendido pelo Samu. Chegou na Ala Vermelha e logo depois já estava na UAC. Desde o início nunca faltou cuidado, recebe assistência o tempo todo”, relatou a jovem. A trajetória da família ilustra com clareza o funcionamento do chamado Eixo Crítico do Huse, que reúne as Unidades de Apoio Crítico (UAC) e Cardiovascular (UCV).
Na UAC, são atendidos casos de instabilidade hemodinâmica ou respiratória, politraumas, pós-operatórios de grande porte e pacientes provenientes da Ala Vermelha após estabilização inicial. Já a UCV concentra o atendimento de pacientes cardiológicos e neurológicos de alta complexidade, como síndromes coronarianas agudas, insuficiência cardíaca descompensada, arritmias graves, pós-operatórios vasculares e casos de AVC que exigem acompanhamento intensivo. Apesar da complexidade dos casos, o cuidado humanizado é um dos pilares do atendimento, refletido tanto na rotina dos pacientes quanto no acolhimento às famílias.
A apoio gerencial das unidades, Martha Nunes, explica que o trabalho desenvolvido na UAC e na UCV é fruto de uma organização assistencial estruturada, voltada à segurança do paciente crítico, à continuidade do cuidado e à tomada de decisão ágil diante de qualquer alteração clínica. “O funcionamento das unidades críticas exige uma atuação muito integrada entre equipes médicas, de enfermagem e demais áreas de apoio. Aqui, trabalhamos com protocolos assistenciais bem definidos, que orientam desde a admissão do paciente até sua evolução clínica, seja para alta, transferência para enfermaria ou necessidade de UTI”, explicou Martha.
A gestora reforça que o acompanhamento contínuo é o que permite identificar, com rapidez, qualquer mudança no quadro clínico dos pacientes. “É um ambiente em que a vigilância é constante. Monitoramos sinais vitais, evolução clínica, resposta ao tratamento e qualquer sinal de agravamento. Isso permite intervenção rápida e, quando necessário, transferência imediata para UTI. Da mesma forma, quando o paciente evolui bem, conseguimos encaminhar para enfermaria com segurança”, completou. O fluxo assistencial organizado entre os setores do Eixo Crítico reafirma o compromisso do Huse com a excelência no atendimento de urgência e alta complexidade em Sergipe.









Fonte: Saúde – Sergipe
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