A missão humanitária brasileira tem previsão de chegada à Venezuela nesta noite de sexta-feira, 26 de junho de 2026. O major Anderson Dias, comandante da aeronave KC-390, responsável pelo transporte da equipe e dos suprimentos, confirmou que a operação envolve 44 pessoas e 12 toneladas de equipamentos essenciais para a assistência humanitária.
A aeronave decolou de São Paulo no início da tarde e fez uma parada programada em Boa Vista, Roraima, para reabastecimento. O pouso final ocorrerá na cidade venezuelana de Maracay, onde a equipe iniciará suas atividades de apoio às vítimas dos recentes terremotos que atingiram a região.
O major Dias explicou que o transporte aéreo é uma solução eficaz em situações de crise e dificuldades logísticas. “O aéreo é um modal que se sobrepõe a esse tipo de dificuldade. Então, quando a gente tem problemas de fluxo logístico, o modal aéreo é uma solução”, afirmou o comandante.
A missão foi articulada em resposta aos terremotos que devastaram a Venezuela na noite de quarta-feira, 24 de junho, resultando em mais de 40 mil desaparecidos. O major ressaltou que a aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) é projetada para operar em cenários críticos, tendo previamente participado de missões de resgate em áreas de conflito, como na guerra da Ucrânia.
“Tivemos missões de combate a incêndio em voo. Foi uma ação muito intensa que realizamos para superar as queimadas. A covid foi um cenário muito importante para a gente, porque essa aeronave foi um ponto de inflexão para o transporte de oxigênio no modal aéreo, e essa aeronave foi certificada para fazer esse transporte”, acrescentou o major.
A equipe que integra a missão humanitária é composta por profissionais experientes, incluindo 14 integrantes do estado de São Paulo: 11 bombeiros, dois médicos do Comando de Aviação da Polícia Militar (CAvPM) e um integrante da Defesa Civil, além de dois cães de busca e salvamento. A capitã Karoline, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, destacou a importância da experiência da equipe em situações semelhantes, como as ocorridas na Turquia e no Rio Grande do Sul.
“É uma equipe que já tem experiências em outros cenários como esse que eles vão encontrar lá. É uma equipe que está indo para dar essa primeira resposta, porque quanto mais rápido chegar, maior é a probabilidade de a gente achar pessoas com vida”, disse a capitã.
A capitã Karoline também informou que a equipe está preparada para atuar de forma autossuficiente, levando todos os suprimentos necessários para a missão de 15 dias, sem sobrecarregar os recursos da Venezuela. “O Brasil está indo autossuficiente, o que significa que ele não precisa ser mais um problema para o país. A gente vai de fato para ajudar esse país”, finalizou a capitã.
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