A Caixa Econômica Federal anunciou, nesta sexta-feira (26), a renegociação de R$ 5,5 bilhões em dívidas através do programa Novo Desenrola Brasil. O programa tem se destacado por oferecer um desconto médio de 79,3% nas dívidas renegociadas.
Deste valor total, R$ 460,66 milhões referem-se ao Desenrola Famílias, R$ 2 bilhões ao Desenrola Empresas e mais de R$ 3 bilhões ao Desenrola Fies. Além disso, no Desenrola Rural, aproximadamente R$ 3,5 milhões foram renegociados até o momento.
O Desenrola Famílias é voltado para pessoas físicas que possuem rendimento mensal de até cinco salários mínimos, oferecendo condições especiais. Entre as vantagens do programa, estão juros de 1,99% ao mês, além de descontos que podem chegar a 90%. Os prazos de pagamento variam de 12 a 48 meses, com parcelas a partir de R$ 50.
O programa abrange contratos que foram firmados até o dia 31 de janeiro de 2026, e que estão com atrasos que variam de 91 a 720 dias. Essa iniciativa visa proporcionar alívio financeiro para muitas famílias e empresas que enfrentam dificuldades econômicas.
Entretanto, o cenário de endividamento e inadimplência no Brasil continua a ser preocupante. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os índices de endividamento e inadimplência avançaram em 2026. O último relatório da CNC revelou que, em maio, 81,6% das famílias estavam endividadas, um aumento de 0,7% em relação ao mês anterior e 3,4% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
O nível de inadimplência, que representa as famílias com dívidas em atraso, também registrou um leve crescimento de 0,2%, atingindo 29,9%. Em relação ao ano passado, houve um aumento de 0,4% nesse índice.
As previsões da CNC para os próximos meses indicam a continuidade do aumento no endividamento, juntamente com um leve crescimento das contas em atraso. Apesar desse cenário, a confederação expressou otimismo com o Desenrola 2.0, lançado em maio deste ano, acreditando que o programa poderá trazer uma desaceleração nos indicadores de endividamento, similar ao que ocorreu com a primeira versão do programa em 2023.
Siga o Clarim Gospel e receba as notícias do mundo gospel em primeira mão.
