No dia 30 de junho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Plano Safra voltado para agricultores familiares, enfatizando a necessidade de investimentos em soberania alimentar e na produção diversificada de gêneros alimentícios. Durante a cerimônia, realizada em Brasília (DF), o governo anunciou um montante de R$ 97,7 bilhões destinados a programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural.
Lula ressaltou a importância da alimentação, afirmando que “a melhor arma que um país pode ter é alimento”. Ele compartilhou uma recordação de uma conversa que teve com o ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, destacando as dificuldades enfrentadas pelo país vizinho na produção de itens essenciais como leite e ovos. “Nós temos que ter soberania alimentar”, afirmou Lula, frisando a importância de comprar apenas os gêneros que o Brasil não consegue produzir internamente.
O presidente também incentivou os agricultores familiares a utilizarem os recursos disponíveis para financiamento, mencionando que o governo está em busca de reduzir a taxa de juros nos empréstimos oferecidos pelos bancos públicos. Ele expressou a convicção de que o apoio aos agricultores é fundamental para o crescimento da economia e para o fortalecimento das famílias rurais. “Se tiver um dinheirinho, vai utilizar em benefício da família”, declarou.
Além disso, Lula comentou sobre a vasta quantidade de terras sob a posse da União, afirmando que não há necessidade de tanto espaço, especialmente em tempos de paz. Ele destacou a importância de políticas públicas que reconheçam o papel dos trabalhadores rurais e promovam a autonomia financeira, especialmente entre as mulheres, como uma forma de reduzir a violência doméstica.
A presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), Vânia Marques, também se pronunciou, afirmando que o reconhecimento do governo é uma oportunidade para aqueles que trabalham na terra, independentemente das condições climáticas. Marques ressaltou a urgência de respostas às desigualdades sociais e as mudanças climáticas, enfatizando que os agricultores são parte da solução, mantendo as nascentes e recuperando solos.
Por fim, Lula expressou solidariedade ao povo da Venezuela, lamentando as 1.943 mortes confirmadas em decorrência dos recentes terremotos. Ele se comprometeu a ajudar a nação vizinha, que também enfrenta um número alarmante de feridos e desabrigados, e pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do desastre.
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