Organizações sociais e coletivos que atuam em favelas e comunidades periféricas de Sergipe terão a oportunidade de se inscrever no edital BNDES Periferias Fortes – Nordeste, que foi lançado no dia 30 de junho de 2026. Essa iniciativa é promovida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com o Instituto Ekloos.
Com um investimento superior a R$ 17 milhões, o edital visa selecionar 85 iniciativas nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. As organizações escolhidas participarão de uma jornada de desenvolvimento institucional, que será realizada pelo Instituto Ekloos. Essa jornada incluirá capacitações, mentorias especializadas, apoio à formalização e acesso a recursos financeiros que podem chegar a R$ 100 mil, para as organizações de pequeno porte, e até R$ 300 mil, para as de médio porte.
“O desenvolvimento do Brasil passa pelas periferias. Esses territórios têm potência econômica, capacidade empreendedora, lideranças comunitárias fortes e soluções construídas por quem conhece de perto os desafios locais. O papel do BNDES é ajudar essas iniciativas a ganharem escala, gerando renda, oportunidades e inclusão produtiva onde elas são mais necessárias”, afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
A apresentação oficial do edital ocorreu em um evento na sede regional do BNDES em Recife (PE), com a participação de Celina Rangel Tura, chefe do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação do BNDES, e Andréa Gomides, fundadora do Instituto Ekloos, entre outros parceiros institucionais. As inscrições para o edital podem ser realizadas através da plataforma oficial do programa, onde também estão disponíveis o edital completo e as orientações para participação.
“O desenvolvimento das periferias brasileiras passa pelo fortalecimento das lideranças e das organizações sem fins lucrativos que atuam diariamente nos territórios. Muitas dessas iniciativas já produzem transformações relevantes, mas enfrentam desafios para acessar recursos, estruturar processos e ampliar seu alcance. Com o BNDES Periferias Fortes – Nordeste, queremos contribuir para que essas organizações ganhem mais sustentabilidade, capacidade de gestão e potencial de impacto, fortalecendo soluções construídas pelas próprias comunidades”, destacou Andréa Gomides.
O edital é destinado a organizações sem fins lucrativos formalizadas, bem como coletivos que ainda não estão formalizados, desde que haja um histórico comprovado de atuação em seus territórios. As iniciativas devem priorizar ações voltadas à promoção de benefícios para populações de baixa renda, especialmente em áreas como geração de emprego e renda, educação, saúde, esporte, justiça, meio ambiente, serviços urbanos e desenvolvimento regional.
Além disso, o programa valoriza organizações lideradas por mulheres, jovens, pessoas negras e moradores das próprias comunidades periféricas. “O Banco percebe as favelas como territórios de potência e de inovação. Por isso, valorizamos muito no BNDES Periferias o protagonismo da população local”, afirmou Celina Tura.
Durante seis meses, os participantes terão acesso a uma trilha de formação composta por capacitações online e ao vivo, além de mentorias individualizadas. Os conteúdos abordarão temas variados, como elaboração e gestão de projetos, captação de recursos, comunicação e modelos de sustentabilidade financeira. Ao final da jornada, os participantes apresentarão seus planos de sustentabilidade para uma banca de avaliação.
As iniciativas poderão receber apoio financeiro de até R$ 300 mil, e o programa também prevê apoio à formalização de coletivos que ainda não possuem registro jurídico. Além disso, serão concedidas bolsas de incentivo para representantes das iniciativas selecionadas.
Desde 2024, o BNDES Periferias já disponibilizou R$ 355 milhões em recursos não reembolsáveis para apoiar ações em favelas e comunidades urbanas, com um total de 12 operações aprovadas, que esperam resultados em 97 favelas e comunidades urbanas.
A estimativa é apoiar 9.160 empreendedores periféricos, incluindo mais de 6 mil mulheres e 4.777 pessoas pretas e pardas. O BNDES Periferias busca reconhecer e fortalecer a capacidade de organização desses territórios, apoiando mulheres, jovens e organizações sociais que já atuam na economia local.

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