Na quarta-feira, 1º de julho de 2026, Brasília foi o cenário do lançamento do livro “Ainda há tempo: a pandemia de covid-19 e a transformação do futuro”, escrito por Nísia Trindade, primeira mulher a presidir a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e ex-ministra da Saúde.
A obra traz relatos inéditos sobre os bastidores da pandemia, incluindo a criação de um hospital de emergência de alta complexidade em Manguinhos e a negociação da transferência de tecnologia da vacina da AstraZeneca. Nísia destaca a importância de manter viva a memória da pandemia, afirmando:
“O silêncio é o pior adversário diante de traumas, ainda mais quando podemos considerá-los coletivos.”
O lançamento ocorreu às 19h na Livraria da Travessa, localizada no Casa Park Shopping. No dia seguinte, o evento será realizado às 17h na PUC-Rio, onde mais pessoas poderão conhecer os relatos e experiências vividas durante a crise de saúde que impactou o mundo.
Ainda nesta semana, Nísia Trindade inaugurou a exposição “Vida Reinventada – A Pandemia de Covid-19 e a Transformação do Futuro” no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no Rio de Janeiro. A mostra, que também é de sua concepção, apresenta documentos, relatos, instalações e minidocumentários de diversos cientistas que colaboraram na curadoria.
O cenógrafo André Cortês, responsável pela expografia e cenografia da exposição, afirmou que “a criatividade humana coletiva sempre floresceu diante do desafio, seja para ampliar o conforto físico e espiritual, seja para nos salvar”. Ele também enfatizou a mensagem central da exposição:
“Poderia ter sido diferente” e a necessidade de lembrar sempre uma forma de não repetir os erros do passado.
O livro e a exposição têm como objetivo provocar reflexões sobre os aprendizados da pandemia e os caminhos a serem trilhados no futuro, ressaltando a importância de não esquecer as lições que a crise de saúde nos deixou.
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