A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta terça-feira, 7 de julho de 2026, que o surto de Ebola na República Democrática do Congo ainda não se estabilizou e continua em fase de expansão. A transmissão da doença está sendo impulsionada pela movimentação da população local, o que representa um desafio significativo para o controle do surto.
Até o momento, o país confirmou 1.561 casos da rara cepa Bundibugyo do Ebola, que já resultou em 506 mortes. Este é considerado o pior surto já registrado dessa cepa, para a qual não existem tratamentos ou curas comprovados. A situação é preocupante e exige atenção redobrada por parte das autoridades de saúde.
“Infelizmente, ainda está na fase de expansão. Gostaríamos de dizer que a situação está se estabilizando, mas, francamente, ainda não podemos afirmar isso”, declarou a médica Anne Ancia, representante da OMS na República Democrática do Congo, durante uma videoconferência a partir de Bunia, que é o epicentro da epidemia.
Anne Ancia destacou que os centros de tratamento do Ebola estão enfrentando grandes desafios, com algumas unidades atingindo índices de ocupação próximos de 90%. Essa saturação dificulta ainda mais o atendimento adequado aos pacientes, o que pode agravar a situação.
Outro fator preocupante mencionado pela médica é a resistência de trabalhadores da cidade mineira de Mongbwalu em buscar tratamento local. Em vez disso, muitos deles estão viajando para outras regiões, o que acaba por disseminar a doença. Essa mobilidade, aliada à insegurança persistente e à fragilidade do sistema de saúde local, continua a complicar os esforços para conter o surto.
A OMS e as autoridades de saúde locais seguem monitorando a situação de perto, buscando implementar medidas que possam ajudar a controlar a propagação do Ebola e proteger a população. O cenário exige um esforço conjunto e a colaboração de todos para lidar com essa grave crise de saúde pública.
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