A República Islâmica do Irã anunciou que tomará medidas de retaliação em resposta a novos ataques, incluindo o fechamento do Estreito de Ormuz para todo o tráfego marítimo. A informação foi divulgada pela emissora estatal iraniana Press TV.
Esse aviso do governo iraniano ocorre menos de um mês após a assinatura de um memorando de entendimento, datado de 17 de junho, onde Estados Unidos e Irã concordaram em encerrar imediatamente as operações militares em todas as frentes e em não iniciar qualquer guerra ou operação militar entre si.
No dia 8 de julho, durante uma reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Ancara, na Turquia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o acordo com o Irã havia sido rompido. “Não quero lidar com eles”, afirmou Trump, enfatizando a insatisfação com a situação atual.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, também se manifestou, acusando os Estados Unidos de violar o cessar-fogo previamente acordado. Segundo a Press TV, as tensões na região se intensificaram após ataques realizados pelas forças armadas norte-americanas contra bases costeiras e instalações não militares na província de Hormozgan, no sul do Irã, e em Mahshahr, na província do Khuzistão, no sudoeste do país.
Em resposta a esses ataques, o Irã informou que atingiu 85 alvos militares dos EUA localizados no Bahrein e no Kuwait utilizando mísseis e drones. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) confirmou que os ataques foram direcionados a instalações no Porto Salman, na área da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, e na Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait.
Essa escalada de hostilidades levanta preocupações sobre a segurança na região e a possibilidade de um conflito mais amplo, impactando não apenas as relações entre os dois países, mas também a estabilidade do Golfo Pérsico.
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