A equipe econômica do Brasil revisou a projeção da inflação para o ano de 2026, elevando a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,5% para 5,1%. Essa nova previsão ficou acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. A revisão foi divulgada no Boletim Macrofiscal, publicado no dia 15 de julho de 2026 pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.
Os fatores que levaram a essa revisão incluem o aumento dos preços internacionais do petróleo, que foram impactados pelo conflito no Oriente Médio, e os efeitos esperados do fenômeno climático El Niño sobre a produção de alimentos. Segundo a equipe econômica, esses elementos podem gerar uma pressão significativa sobre os preços nos próximos meses.
“Pressões altistas no segundo semestre estão associadas à maior probabilidade de ocorrência do El Niño e à persistência do choque de oferta e de preços dos fertilizantes”, afirma o boletim.
Além da inflação, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,3%. As novas projeções também indicam uma revisão para a inflação em 2027, que passou de 3,5% para 3,6%. A expectativa é de que, após 2027, haja uma convergência gradual para a meta de 3% estabelecida pelo governo.
O Ministério da Fazenda destaca que o fenômeno El Niño pode comprometer as safras, elevando os preços dos alimentos. O aumento dos custos dos combustíveis, decorrente da alta do petróleo, também pode impactar outros setores da economia.
Em relação ao PIB, a equipe econômica apresentou as seguintes estimativas: para 2026, a expectativa de crescimento se mantém em 2,3%, enquanto para 2027, a projeção foi reduzida de 2,6% para 2,5%. De 2027 a 2030, o crescimento médio estimado é de 2,6% ao ano. A atividade econômica deverá continuar sendo sustentada principalmente pelos setores de indústria e serviços, enquanto a agropecuária tende a desacelerar após a safra recorde de soja.
A revisão das projeções ocorre em um contexto de incertezas no cenário internacional, marcado por conflitos geopolíticos e riscos climáticos, que podem manter a inflação acima do esperado no curto prazo. Contudo, a expectativa é de que haja uma convergência gradual para a meta nos anos seguintes.
O Boletim Macrofiscal também traz estimativas que orientarão a elaboração do próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, que deve ser divulgado até o dia 24 de julho. Este relatório é essencial para a execução do Orçamento, podendo incluir determinações de bloqueios e contingenciamento de gastos, caso as receitas do governo fiquem abaixo do previsto.
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