Dólar comercial fechou em R$ 5,081, com queda de 0,06% no dia e 0,58% na semana. Mercado segue cauteloso com novas tarifas dos EUA e a guerra no Oriente Médio; Ibovespa caiu 1,52% e o Brent ficou em US$ 96,78 (-3,8%).
No dia 24 de julho de 2026, o mercado financeiro apresentou um cenário de cautela em relação às novas tarifas comerciais implementadas pelos Estados Unidos e aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,081, apresentando uma leve queda de 0,06% em relação ao dia anterior e uma diminuição de 0,58% ao longo da semana.
Os principais números do dia incluem o Ibovespa, que terminou o pregão em 174.041 pontos, com uma queda de 1,52%, mas registrou uma alta de 0,19% na semana. O petróleo tipo Brent foi cotado a US$ 96,78 por barril, com uma queda de 3,88%, enquanto o petróleo tipo WTI fechou a US$ 89,31, com uma queda de 3,12%.
A cotação do dólar iniciou o dia em R$ 5,09, mas ao longo do pregão chegou a cair para R$ 5,04 por volta das 12h, antes de se estabilizar. O comportamento da moeda foi amplamente impactado por fatores externos, incluindo a entrada em vigor de novas tarifas que variam entre 10% e 12,5% para 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos, incluindo o Brasil. Além disso, a possibilidade de retomar as negociações entre Washington e Teerã, mediadas pelo Paquistão com apoio da China, também influenciou o mercado.
O real se destacou, apresentando um desempenho superior ao de outras moedas emergentes durante a semana, beneficiado pelo fato de o Brasil ser exportador líquido de petróleo e pela significativa diferença entre as taxas de juros internas e as dos Estados Unidos, o que continua atraindo capitais financeiros para o país.
Na bolsa de valores, a queda do Ibovespa foi impulsionada pela venda de ações de petroleiras, uma ação comum entre investidores que buscam realizar lucros. As mineradoras também acompanharam a queda do minério de ferro, enquanto os grandes bancos enfrentaram uma redução no fluxo de investimentos estrangeiros para mercados emergentes.
O petróleo, que havia superado a marca de US$ 100 por barril na quinta-feira (23), devolveu parte dos ganhos na sexta-feira. Esse movimento foi impulsionado por informações sobre uma articulação diplomática da China para reabrir as negociações entre Estados Unidos e Irã, o que elevou as expectativas de uma redução das tensões no Oriente Médio.
Os conflitos entre Estados Unidos e Irã permanecem em pauta, e o Estreito de Ormuz opera com tráfego reduzido, enquanto ataques no Mar Vermelho ainda representam uma ameaça às principais rotas de transporte de energia.
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