Em junho, exportações brasileiras bateram recorde e fortaleceram a balança comercial. Banco Central: déficit em transações correntes caiu para US$2,3 bi; superávit comercial foi US$8,8 bi.
No mês de junho, as exportações brasileiras atingiram um recorde histórico, contribuindo significativamente para a melhoria das contas externas do país. De acordo com as Estatísticas do Setor Externo divulgadas pelo Banco Central, o déficit em transações correntes foi de US$ 2,3 bilhões, representando menos da metade do resultado negativo de US$ 5,2 bilhões registrado em junho de 2025.
A redução do déficit foi impulsionada pelo desempenho positivo da balança comercial, que apresentou um superávit comercial de US$ 8,8 bilhões em junho deste ano, em comparação aos US$ 5,2 bilhões do mesmo mês do ano anterior. Na análise interanual, observou-se um aumento de US$ 3,6 bilhões no saldo positivo do comércio exterior.
As exportações de bens totalizaram US$ 36,4 bilhões, o maior valor já registrado segundo a série histórica do Banco Central. Este resultado representa um crescimento de 24,8% em relação a junho de 2025. As importações também tiveram um avanço, atingindo US$ 27,6 bilhões, com uma alta de 15,3% no mesmo período.
Mesmo com a melhora na balança comercial, o déficit na conta de serviços aumentou em US$ 0,7 bilhão em relação ao ano anterior, totalizando US$ 5,1 bilhões. Esse resultado foi impactado especialmente pelo crescimento das despesas líquidas com viagens internacionais, transporte e serviços de telecomunicações, computação e informação.
No acumulado de 12 meses encerrados em junho, o déficit em transações correntes somou US$ 61,4 bilhões, o que equivale a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano anterior, o saldo acumulado negativo era de US$ 75,5 bilhões, ou 3,52% do PIB.
Em relação aos investimentos, os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$ 9,1 bilhões em junho, em comparação aos US$ 3,1 bilhões do mesmo mês do ano passado. No total acumulado em 12 meses, o investimento direto alcançou US$ 89,3 bilhões, correspondendo a 3,58% do PIB. Por outro lado, os investimentos em carteira apresentaram uma saída líquida de US$ 0,6 bilhão no mês, com uma retirada líquida de US$ 2,2 bilhões em ações e fundos de investimento, parcialmente compensada por ingressos de US$ 1,6 bilhão em títulos no mercado doméstico.
As reservas internacionais fecharam o mês de junho em US$ 367,6 bilhões, uma redução de US$ 3,6 bilhões em relação ao mês anterior. O Banco Central informou que a queda no estoque foi influenciada por variações cambiais entre as moedas que compõem as reservas, vendas de dólares no mercado à vista e oscilações nos preços dos ativos.
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