O IBGE informou nesta quinta (30) que o desemprego no 2º trimestre de 2026 caiu a 5,4%, o menor nível desde 2012. Reflete queda ante o 1º trimestre (6,1%) e ante 2025 (5,8%).
A taxa de desemprego no Brasil, referente ao segundo trimestre de 2026, ficou estabelecida em 5,4%, marcando o menor nível já registrado para este período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012.
O resultado demonstra uma queda em relação ao primeiro trimestre do ano, que registrou uma taxa de 6,1%. Além disso, também representa uma redução em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando a taxa era de 5,8%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 30 de julho.
No segundo trimestre, o Brasil contabilizou 103,1 milhões de pessoas ocupadas, o que representa um aumento de aproximadamente 1,081 milhão em relação ao primeiro trimestre. O número de desocupados nesse período foi de 5,9 milhões, correspondendo a uma diminuição de 10%, ou 718 mil pessoas, comparado ao trimestre anterior.
Os setores que se destacaram na criação de novas vagas entre o primeiro e o segundo trimestres foram: o de transporte, armazenagem e correio, que teve um crescimento de 3,9%, com mais 235 mil pessoas empregadas, e o setor de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que registrou um aumento de 2,6%, totalizando mais 489 mil pessoas empregadas.
A Pnad também revelou que, entre abril e junho, o país possuía 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada e 13,6 milhões sem carteira. A taxa de informalidade, que indica a proporção de trabalhadores informais na população ocupada, foi de 37,4% no segundo trimestre.
O rendimento médio do trabalhador brasileiro alcançou R$ 3.738, o maior valor já registrado para um segundo trimestre, embora tenha apresentado uma redução em relação ao primeiro trimestre de 2026, que foi de R$ 3.765.
A pesquisa do IBGE analisa o comportamento do mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação, como trabalho formal, informal, temporário e autônomo. O IBGE define como desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa, que é realizada em 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
Os dados também indicam que o menor índice de desemprego já registrado pela Pnad foi de 5,1%, no último trimestre de 2025, enquanto a maior taxa foi de 14,9%, verificada em dois momentos: nos trimestres que terminaram em setembro de 2020 e março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.
Adicionalmente, a Pnad é divulgada em conjunto com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que é elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e foca exclusivamente no mercado de trabalho formal. De acordo com o Caged, o mês de junho de 2026 apresentou um saldo positivo de quase 145,2 mil vagas formais, totalizando 921,7 mil postos com carteira assinada criados ao longo do ano.
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