A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias avalia pedido para incorporar o sotatercepte ao SUS no tratamento da hipertensão arterial pulmonar. População e profissionais têm até 17 deste mês para enviar contribuições; indicação é para adultos nas classes III e IV.
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu uma consulta pública para avaliar a inclusão do medicamento sotatercepte na rede pública de saúde. Esta iniciativa visa o tratamento de pacientes adultos com hipertensão arterial pulmonar (HAP). A população e a comunidade médica têm até o dia 17 deste mês para enviar suas contribuições.
A solicitação para a incorporação do sotatercepte foi feita pelo próprio fabricante, destinado a adultos com HAP que se enquadram nas classes funcionais III ou IV, conforme critérios estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa condição é caracterizada por um risco de mortalidade intermediário a alto, especialmente em pacientes que já estão em tratamento com terapia dupla, mas que apresentam intolerância às prostaciclinas, ou que estão em uso de terapia tripla, associada ao tratamento já em uso.
Segundo informações da Conitec, o medicamento atua no mecanismo de crescimento das células dos vasos sanguíneos. Na hipertensão arterial pulmonar, essa via pode estar desregulada, levando ao estreitamento dos vasos nos pulmões, o que é um fator crítico para a saúde dos pacientes.
A hipertensão arterial pulmonar é uma doença rara, crônica, progressiva e grave. Isso significa que é uma condição pouco frequente na população, de longa duração e que pode piorar com o tempo, comprometendo a capacidade da pessoa de realizar atividades cotidianas. Nessa condição, a pressão nos vasos sanguíneos que transportam o sangue do coração para os pulmões aumenta, fazendo com que o lado direito do coração precise se esforçar mais para bombear o sangue.
Com o tempo, esse esforço excessivo pode sobrecarregar o coração, resultando em sintomas como falta de ar, cansaço, tontura, dor no peito, desmaios e dificuldades para realizar atividades habituais. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para insuficiência cardíaca, levando a uma função cardíaca insuficiente e, em última instância, à morte.
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