Se estivesse vivo, Michael Jackson completaria 68 anos neste sábado (29). Mesmo 17 anos após sua morte, vários clássicos – como 'Billie Jean' e 'Beat It' – marcam presença na Billboard Global 200.
Se estivesse vivo, Michael Jackson completaria 68 anos neste sábado (29). Mesmo dezessete anos após sua morte, o artista mantém presença relevante no presente da música, com repertório que continua sendo consumido em diferentes plataformas e mercados.
Posições na parada Billboard Global 200
- 11ª — “Billie Jean” (lançada originalmente em 1983)
- 34ª — “Beat It”
- 105ª — “Chicago”
- 121ª — “Don’t Stop ’Til You Get Enough”
- 175ª — “Human Nature”
- 186ª — “Smooth Criminal”
Não se trata apenas de um álbum clássico retornando às paradas em data comemorativa, mas de um repertório inteiro atuando simultaneamente em diferentes pontos do mercado. Essas posições na parada desta semana ilustram a amplitude do catálogo e a capacidade das faixas de alcançar públicos variados.
O fenômeno ganhou força em 2026 após a chegada aos cinemas de “Michael”, cinebiografia dirigida por Antoine Fuqua e estrelada por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor. O filme estreou em abril, acompanhado de um álbum com 13 músicas que percorrem diferentes momentos da carreira de Jackson, do Jackson 5 ao trabalho solo. Entre as faixas presentes no lançamento estão “Billie Jean”, “Human Nature”, “Don’t Stop ’Til You Get Enough” e “Thriller”.
No entanto, o interesse verificado em 2026 apenas tornou visível algo já estabelecido: Michael Jackson permanece profundamente incorporado à linguagem da música pop, com um catálogo que continua gerando repercussão e consumo.
Do Jackson 5 ao fenômeno solo
- “I Want You Back”
- “ABC” — lançada em 1970, chegou ao topo da Billboard Hot 100
- “Ben”
- “The Love You Save”
A passagem de Michael para a carreira solo foi gradual. Em 1979, o álbum “Off the Wall” antecipou a dimensão que a carreira alcançaria nos anos seguintes, combinando disco, funk, soul e pop e demonstrando a capacidade de transformar referências musicais em linguagem acessível a públicos amplos.
“Thriller” e a construção do pop moderno
“Thriller” consolidou um modelo para o álbum pop: sucessão de singles fortes, videoclipes tratados como eventos, performances marcantes e identidade visual que ultrapassou o mercado fonográfico. “Billie Jean” é exemplo dessa fórmula, com linha de baixo memorável, produção precisa e coreografias que viraram referência — com destaque para a apresentação no show “Motown 25”. O videoclipe também teve papel histórico na ampliação do espaço de artistas negros na programação da MTV.
Os trabalhos seguintes mantiveram transformações constantes. Em 1987, “Bad” apresentou uma persona mais agressiva, com sucessos como “Bad”, “The Way You Make Me Feel”, “Man in the Mirror”, “Dirty Diana” e “Smooth Criminal”. Em 1991, “Black or White”, primeiro single de “Dangerous”, combinou pop, rock e elementos de hard rock, contou com participação de Slash e tornou-se outro número um.
Relação com o Brasil
- “They Don’t Care About Us” — lançada em 1996 no álbum “HIStory”; videoclipe gravado no Rio de Janeiro e em Salvador, dirigido por Spike Lee, com participação do grupo Olodum
O Brasil ocupa lugar particular na história de Michael Jackson, tanto pela dimensão estética quanto pela articulação de temas sociais presentes em parte do seu repertório. Ao longo das décadas, o catálogo do cantor continuou a atravessar gerações e a influenciar a forma como a música pop é produzida e consumida.
Esta reportagem foi publicada em 29/08/2026.
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