O Daisy Chain Fields, em 29 de agosto em Irvine (EUA), reuniu um elenco só de mulheres e lançou o fundo Daisy Chain. O festival arrecadou US$20 milhões para apoiar mulheres e meninas, mesmo com o forte calor.
Olivia Rodrigo transformou a primeira edição do Daisy Chain Fields em uma celebração de música, comunidade e apoio a mulheres e meninas. O festival foi realizado no sábado (29 de agosto), em Irvine, na Califórnia, e contou com um elenco exclusivamente feminino. A iniciativa foi acompanhada pelo lançamento do Daisy Chain Fields Fund e destinou recursos a causas ligadas à defesa e ao apoio de mulheres.
O evento ocorreu sob forte calor, situação que foi mencionada por diversas artistas ao longo do dia. Rachel Chinouriri comentou as altas temperaturas durante sua apresentação, enquanto Chappell Roan aproveitou uma passagem do repertório para brincar com o clima no palco.
A preocupação com o bem-estar do público marcou a programação: entre as intervenções, Kathleen Hanna, do Bikini Kill, e Mitski lembraram da importância de hidratação, reforçando um espírito coletivo de cuidado.
O Daisy Chain Fields foi criado dois meses antes e nasceu acompanhado do Daisy Chain Fields Fund. Rodrigo afirmou, ao anunciar o projeto, que sonhava havia anos em realizar um festival próprio e que acreditava que alegria, comunidade e música poderiam impulsionar mudanças significativas.
Na véspera do evento, Rodrigo anunciou que a venda de ingressos havia arrecadado US$ 10 milhões para dez organizações que apoiam mulheres e meninas. Durante o festival, a filantropa Melinda French Gates anunciou que dobraria o valor, elevando a arrecadação total para US$ 20 milhões.
Organizações beneficiadas
- Baby2Baby
- Black Mamas Matter Alliance
- Center for Reproductive Rights
- FreeFrom
- Planned Parenthood
- National Women’s Law Center
29 de agosto
Marigold Stage
- Rachel Chinouriri — apresentou a faixa inédita “AAAHHH”, prevista para integrar seu segundo álbum, “I think I spoke too soon,” com lançamento marcado para 16 de outubro.
Dandelion Stage
- Eli — abriu o palco principal Dandelion com repertório energético, incluindo “Girl of Your Dreams” e “F–k the DJ”. Durante a apresentação, anunciou que doaria parte do adiantamento recebido por seu contrato fonográfico, relacionando a decisão à necessidade de redistribuição de riqueza.
- KATSEYE (Yoonchae, Lara e Megan) — cancelou a apresentação por conta de uma lesão no tornozelo de Megan durante os ensaios, mas compareceu ao festival para apoiar o evento e a comunidade ao redor do projeto.
- Devon Again — convidada de última hora para substituir a banda que não pôde se apresentar.
Outras atrações
- Santigold — revisitou sucessos de sua carreira, como “L.E.S. Artistes”, “Shove It”, “Lights Out”, “Disparate Youth” e “Go!”.
- Mitski — participou do festival e, entre as intervenções, reforçou orientações de cuidado com o público.
- Chappell Roan — fez menções bem-humoradas ao calor durante sua apresentação.
- Bikini Kill (Kathleen Hanna) — esteve presente na programação e lembrou os fãs sobre hidratação e cuidados.
O público também demonstrou posicionamentos e referências por meio de roupas e acessórios. Camisetas e bolsas exibiam frases como “Heaven knows what a girl can do”, “A life worth fighting for” e “Be a better human”. Os broches oficiais do evento se tornaram populares entre os participantes, que os trocavam como uma variação da tradicional troca de pulseiras de amizade.
“Estamos muito decepcionadas por não podermos nos apresentar hoje, mas meu tornozelo está de folga”,
Essa declaração foi feita por Megan durante a breve aparição do KATSEYE no palco Dandelion, pouco depois das 13h, em que o trio explicou a frustração por não ter acompanhado a programação musical.
“Olivia me ligou na quinta-feira à noite e eu disse: ‘claro, garota!’”
Devon Again usou essa frase para relatar o convite de última hora feito por Rodrigo na noite anterior, agradecendo em seguida ao público pela oportunidade de se apresentar.
O Daisy Chain Fields também teve referências históricas: o festival tomou o Lilith Fair, criado por Sarah McLachlan, como inspiração. Rodrigo mencionou que a cantora canadense foi uma das primeiras pessoas procuradas para conversar enquanto o projeto era estruturado.
Ao reunir artistas, público e organizações, a primeira edição do Daisy Chain Fields buscou transformar um dia de música em um ato de apoio e arrecadação para causas voltadas a mulheres e meninas.
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