Dirigido por Eduardo Albergaria, o filme retrata os últimos anos de Belchior, entre incertezas sobre seu paradeiro, dívidas e afastamento dos palcos. Luiz Carlos Vasconcelos vive o cantor; estreia em 3 de dezembro.
O longa Viver é Melhor que Sonhar, que aborda os últimos anos da vida do cantor Belchior, ganhou suas primeiras imagens nesta segunda-feira (31). A direção é de Eduardo Albergaria e a estreia está marcada para 3 de dezembro nos cinemas.
As cenas divulgadas antecipam o foco do filme: o período em que o artista viveu cercado por dúvidas sobre seu paradeiro, problemas financeiros e afastamento dos palcos. Luiz Carlos Vasconcelos interpreta o cantor cearense, enquanto Isabela Garcia vive Edna, companheira daquela etapa. Em uma das imagens, os dois aparecem juntos; em outra, o cantor surge na garupa de uma moto.
Ao contrário de cinebiografias que percorrem trajetórias desde a infância, o longa começa quando Belchior já havia consolidado uma obra reconhecida nacionalmente e passa a se afastar da vida pública. Rodado no Brasil e no Uruguai, Viver é Melhor que Sonhar assume a estrutura de um road movie para acompanhar os deslocamentos do casal por cidades e fronteiras.
Segundo a produção, o roteiro mostra Belchior e Edna encontrando abrigo em casas de fãs e dependendo da ajuda de pessoas que reconheciam o artista mesmo durante sua tentativa de viver distante da rotina que havia construído.
O elenco reúne, além de Luiz Carlos Vasconcelos e Isabela Garcia, Karine Teles, Augusto Madeira, Lucas Penteado, Nabiyah Be, Márcio Vito, Marina Provenzzano, Lolla Belli e o argentino Luciano Cáceres. A produção é da Urca Filmes, em coprodução com a H2O Produções, e a distribuição ficará a cargo da H2O Films.
O afastamento progressivo do cantor é contextualizado por biografias e reportagens. A biografia Belchior — Apenas um Rapaz Latino-Americano, de Jotabê Medeiros, situa o início dessa trajetória em 2007, quando shows, contatos profissionais e relações pessoais começaram a rarear. Em 2009, o paradeiro do artista tornou-se tema de repercussão nacional quando ele foi localizado no Uruguai e apareceu em reportagem na televisão. Na ocasião, rejeitou a versão de que estivesse desaparecido e afirmou que trabalhava em projetos musicais.
O projeto da cinebiografia começou a ser desenvolvido cerca de dez anos após reportagem publicada em dezembro de 2013 que reconstituiu parte da vida do cantor naquele período, incluindo dívidas, deslocamentos e estadia em casas de admiradores. A investigação para o longa incluiu, segundo a produção, 78 entrevistas realizadas no Ceará, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e no Uruguai, além da consulta a documentos e arquivos particulares.
Entre as referências citadas pela produção estão os livros Belchior — Apenas um Rapaz Latino-Americano, de Jotabê Medeiros (2017), e Viver é Melhor que Sonhar — Os Últimos Caminhos de Belchior, de Chris Fuscaldo e Marcelo Bortoloti, dedicado de forma específica à última década da vida do músico.

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