O filme-concerto chega às salas nesta quarta (2) com imagens dos shows na Bercy Arena. Gravado em outubro e novembro de 2025, traz cenários grandiosos e repertório que revisita sucessos da cantora.
O filme-concerto The Lifetimes Tour, de Katy Perry, chega aos cinemas nesta quarta-feira (2). O registro transforma em filme as apresentações da artista na capital francesa e será exibido em salas de diversos países, incluindo o Brasil.
As imagens foram captadas durante shows realizados na Bercy Arena, onde a cantora se apresentou em 24 de outubro e nos dias 4 e 5 de novembro de 2025. O material promete levar para as telonas a dimensão técnica e cênica de um espetáculo concebido para arenas.
Em entrevista, a cantora revisitou os bastidores da produção e falou sobre o desafio de montar um show que combina coreografias, cenários e iluminação, além de uma série de elementos técnicos que precisam funcionar em sincronia. Ela ressaltou a exigência de precisão e concentração nos espetáculos, mesmo mantendo a sensação de espontaneidade para o público.
“Passei por cinco continentes diferentes, foram 91 shows.”
Em seguida, a cantora destacou a complexidade do trabalho nos bastidores e a necessidade de estar atenta a marcações, comandos e posicionamento: trata-se de um processo técnico em que um erro pode desencadear efeitos em cadeia.
“É muito técnico e preciso estar sempre concentrada. Não posso cometer nenhum passo em falso e preciso acertar determinadas marcações, comandos, iluminação e posicionamento. É tudo um efeito dominó.”
Ao mesmo tempo, ela afirmou procurar preservar a sensação de diversão no palco, apresentando-se com tranquilidade e mantendo o foco durante as apresentações.
No repertório, o filme também contextualiza a relação da cantora com seu próprio catálogo. Ao revisitar sucessos que marcaram sua carreira, ela reflete sobre o impacto de Teenage Dream, lançado há 16 anos, e sobre a presença de faixas mais recentes, como Watch It Burn e Bandaids.
“’Teenage Dream’ foi tipo um Monte Everest, eu escalei ele, vi a vista, mas tem tantas outras montanhas com tantas outras vistas. Eu não preciso escalar o Everest duas vezes pra poder dizer: ‘escalei o Everest duas vezes’. Beleza, uma vez já foi suficiente, então eu só fiquei grata por ter tido aquilo. Muita gente nunca teve isso. Eu seria grata por ter tido nem que fosse um único hit, imagina todos aqueles.”
A cantora também comentou a homenagem a Dolly Parton, descrevendo-a como uma presença luminosa e lembrando o trabalho filantrópico voltado à alfabetização infantil.
“Ela era uma luz tão especial. A luz dela ecoa e vai continuar ecoando para sempre, e agora vai brilhar ainda mais forte. E todo o trabalho filantrópico que ela fazia, todo o trabalho de alfabetização com crianças… eu não sei se todo mundo entende o quanto isso é gigantesco. Eu tive a chance de passar um tempo com ela, e ela era demais, super engraçada. Foi incrível. Parecia que nunca tinha um dia ruim, e se tivesse, ela simplesmente fazia uma piadinha sobre isso. Ela era um anjo na terra. O legado dela é um exemplo a ser seguido para sempre.”
Com The Lifetimes Tour – Live From Paris, a experiência projetada para milhares de espectadores nas arenas será também oferecida ao público de cinemas, permitindo revisitar a trajetória da artista a partir da perspectiva de quem esteve no palco e de quem acompanhou o espetáculo das primeiras filas.
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