Everton da Silva revelou que, antes da fama, limpou e capinou um terreno e ainda fez apresentação de três horas. Ao final, voltou para casa com apenas R$30, segundo entrevista publicada em 31 de agosto.
Antes de alcançar visibilidade nacional, o cantor Everton da Silva, conhecido como Filho do Piseiro, relembrou um episódio de dificuldades em que, no mesmo dia, limpou e capinou um terreno, fez três horas de apresentação e voltou para casa com apenas R$ 30. O relato integra uma entrevista publicada em 31 de agosto e traz detalhes sobre a trajetória do artista antes do sucesso.
Everton passou cerca de seis anos cantando em festas e eventos em Manaus. Naquele período, o repertório variava entre sertanejo, piseiro, arrocha e brega, com formato frequentemente de voz e violão e, em algumas ocasiões, com acompanhamento eletrônico. Foi nessa fase que ocorreu a situação em que o pagamento combinado não foi honrado.
Segundo o cantor, o valor combinado para o show era de R$ 300. Antes de subir ao palco, ele recebeu ordens para recolher lixo e, em seguida, uma enxada para capinar o terreno. Na sequência, almoçou, tomou banho e realizou a apresentação de três horas. Após o show, o contratante ofereceu carona de volta e entregou parte do pagamento.
“Eu limpei o terreno. Depois ele me deu uma enxada para capinar e eu capinei. Deu o horário do almoço, almocei e tomei um banho para fazer o show. Até então, eu tinha cobrado R$ 300 para fazer três horas de show.”
O cantor afirmou que o valor combinado nunca chegou integralmente às suas mãos. No trajeto de retorno, o contratante teria tirado R$ 50 do bolso, justificando despesas com combustível e consumo no caminho. Ao chegar em casa, sobrou apenas R$ 30.
“Na hora de me deixar em casa, ele tirou R$ 50 do bolso. Aí: ‘Bota R$ 10 de gasolina’. Depois parou num barzinho: ‘Compra três cervejas ali’. Sobrou R$ 30. Cheguei em casa e perguntei: ‘Beleza, cadê o pagamento?’. Ele respondeu: ‘Já está na tua mão’. Eu: ‘Mas tem R$ 30 aqui’. E ele: ‘É isso aí mesmo’.”
O percurso do artista mudou a partir da circulação de vídeos nas redes sociais. Filho do Piseiro popularizou o uso de um efeito vocal — conhecido como “buh” — entre versos e refrões, que ajudou a impulsionar faixas como “Raparigas” e o medley que inclui “Meu Pai Paga Minha Faculdade”.
De acordo com informações do período, “Raparigas” ganhou força no início de 2026. Em março, quando o cantor participou do programa Domingo Legal, a faixa já acumulava mais de 8 milhões de reproduções no Spotify. No Carnaval de 2026, as apresentações por cidades do Ceará e da Paraíba reuniram, somadas, mais de 100 mil pessoas.
Ao longo do ano, a agenda e a discografia cresceram. Em abril foi lançado o álbum “Filho do Piseiro – A Fábrica Não Para!”, com nove faixas. Depois vieram projetos como “Ao Vivo em Manaus” e, em 27 de agosto, o single “Piranhona”, em parceria com Yrlan Costa. A entrevista publicada em 31 de agosto acompanha essa mudança de escala: dos shows mais simples aos palcos e lançamentos que consolidaram o artista no cenário do forró em 2026.
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