Na 71ª Festa do Peão de Barretos, a dupla afirmou preservar a identidade musical valorizando composições e repertório selecionado. Victor Hugo destacou que escolher canções fiéis à personalidade garante continuidade artística.
Durante a 71ª Festa do Peão de Barretos, Diego e Victor Hugo concederam entrevista e abordaram um dos pilares da trajetória da dupla: a preocupação em manter a qualidade do repertório mesmo diante das mudanças do mercado sertanejo. Os artistas destacaram a busca por boas canções e a composição como ferramentas centrais para preservar a identidade musical construída desde o início da carreira.
Victor Hugo ressaltou a importância de selecionar repertório que represente a dupla e afirmou que a composição é fundamental para que a personalidade musical seja mantida. Segundo ele, há espaço para experimentação, mas sem perder de vista as características que consolidaram o trabalho do duo.
“É lógico que às vezes a gente se arrisca no que o mercado está indo. É preciso também se inovar em alguma hora ou outra”
Na entrevista, Victor Hugo reforçou que experimentar novos caminhos não significa abandonar o que já consolida a dupla. Para ele, a música romântica segue como característica marcante do repertório.
“A gente não pode deixar a nossa essência, que é a música romântica, que é o que Diego e Victor Hugo sempre soube falar de amor nas nossas canções”
Em outro trecho, a dupla lembrou decisões de explorar sonoridades e temas diferentes ao longo da carreira. Um exemplo citado foi a parceria em “Pirulito Vermelho”, com Luan Pereira, trabalho que ajudou a aproximar os artistas de um público mais jovem.
Diego avaliou que essa aposta ampliou o alcance da dupla e trouxe novos ouvintes sem, na visão dele, comprometer a essência do trabalho.
“Graças a Deus, a gente meio que não errou. Deu certo, a gente trouxe um público mais jovem”
Victor Hugo pontuou que alcançar novas gerações é importante para uma dupla que se considera jovem e que deseja acompanhar os movimentos do sertanejo contemporâneo. Ao mesmo tempo, destacou a existência de um limite entre inovar e abandonar a própria identidade musical.
“Furar a bolha é importante porque, para a gente, somos uma dupla jovem. A gente se considera uma dupla jovem. Então acho que é importante a gente estar pisando nesse movimento também”
O cantor encerrou a reflexão reafirmando a intenção de preservar as raízes: a valorização do sertanejo tradicional, entendido por ele como o que a dupla sempre soube fazer de melhor.
“Nunca se esquecer do bom e velho sertanejo, que é o que a gente sempre soube fazer de melhor”
Siga o Clarim Gospel e receba as notícias do mundo gospel em primeira mão.
