O Avenged Sevenfold chega neste sábado (5) ao Rock in Rio para apresentar, no Palco Mundo, uma identidade visual inédita desenvolvida pelo estúdio criativo norte-americano See You Later, com design de palco assinado por Jordan Coopersmith. A proposta visual da banda busca espelhar a pluralidade do grupo dentro do metal: um universo construído sobre a contenção, e não sobre o volume.
A montagem do show está estruturada em três atos arquitetônicos, cada um representando um estado emocional distinto. O primeiro ato abre com o Monólito, uma estrutura rígida e imponente; no segundo ato, essa estrutura se fragmenta e revela formas turbulentas; no terceiro, o que resta se dissolve no imaterial e no infinito, num desfecho descrito como mais sensorial do que puramente visual. Toda a narrativa será contada por imagem e luz, com o conteúdo desenvolvido em conjunto com a arquitetura automatizada de LED do palco, permitindo que cada elemento seja construído e desmontado ao vivo, em tempo real, acompanhando a música.
O estúdio detalhou o processo criativo adotado para a produção do espetáculo, explicando como a escala do novo Palco Mundo e a quantidade inédita de painéis de LED influenciaram o design. Em declaração atribuída ao estúdio See You Later, foi apresentado o raciocínio por trás da abordagem:
A escala do Palco Mundo nos dá a oportunidade de reforçar uma ideia que já era central no show: tratar as telas como arquitetura, e não apenas como superfícies para conteúdo. Com aquela quantidade de LED, o instinto poderia ser preencher tudo. Nós nos interessamos justamente pelo oposto, usando espaço negativo, escala e mudanças muito deliberadas para que o palco continue parecendo uma estrutura única.
O estúdio acrescentou que o objetivo foi preservar a linguagem visual da turnê mesmo em uma escala maior, garantindo legibilidade mesmo a grandes distâncias do público. A diversidade do público do festival — de fãs antigos a espectadores que talvez conheçam a banda agora — foi considerada no desenvolvimento do conceito visual, mas sem diferenciação de tratamento entre esses grupos. Segundo o estúdio, a intenção é que o universo criado seja imediatamente acessível:
O público brasileiro definitivamente acrescenta outra dimensão. Vai haver gente que entende cada referência e gente que está conhecendo o Avenged pela primeira vez. Não quisemos projetar de forma diferente para nenhum dos dois grupos. O objetivo era tornar o universo forte o suficiente para que você não precise de conhecimento prévio para entender aquela sensação. Você consegue entrar nela imediatamente.
Sobre o processo inicial com a banda, o estúdio relatou que a direção foi clara: buscar poder por meio da contenção. As conversas focaram mais em estabelecer sensações e climas — espaço negativo, contraste, escala, escuridão e liberação — do que em referências visuais específicas. A luz e o vídeo foram pensados como extensões da arquitetura do palco, de modo que a produção pudesse evoluir de algo rígido e monumental para formas cada vez mais abstratas e atmosféricas.
A direção inicial da banda foi muito intencional: criar algo poderoso através da contenção, e não do excesso. As conversas foram menos sobre referências visuais específicas e mais sobre estabelecer uma sensação e um clima: espaço negativo, contraste, escala, escuridão e liberação.
Em relação à integração entre estrutura física e conteúdo visual, o estúdio explicou que, ao considerar o LED como parte da arquitetura, as possibilidades criativas se ampliam. O desafio técnico consistiu em garantir que mundo físico e mundo digital obedecessem à mesma lógica espacial, com muito do conteúdo desenvolvido em perspectiva tridimensional para que profundidade, escala e movimento se relacionassem de forma coerente com o próprio palco.
Quando você para de pensar no LED como uma tela, as possibilidades criativas mudam completamente. Ele se torna uma parede, um vazio, uma fonte de luz, um volume, ou algo que parece ter profundidade além de sua superfície física.
O resultado anunciado pretende oferecer uma experiência que funcione tanto para quem estará presente no festival quanto para quem acompanhará a apresentação por meios remotos, mantendo a coerência estética e emocional do espetáculo desde o Monólito até sua dissolução no imaterial.
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