Após se apresentar no Espaço Favela do Rock in Rio, Major RD confirma que o formato com banda seguirá em turnê. O set, com guitarra, baixo, bateria e DJ, abriu com 'Só Rock' e trouxe clima roqueiro ao público.
Major RD saiu do Rock in Rio com os próximos passos da era “Alfa” definidos. Depois de fechar o Espaço Favela na noite de sábado (5), o rapper confirmou que o formato apresentado no festival, com banda, vai ganhar a estrada e será levado em turnê.
A apresentação do artista no Espaço Favela se aproximou da estética do dia mais pesado da programação do festival, com uma formação que trouxe guitarra, baixo, bateria e DJ e um repertório pensado para destacar essa aproximação entre trap e guitarras. O show abriu com a faixa “Só Rock” e provocou reações típicas de shows de rock entre o público presente.
Palco Mundo – programação do dia
- Sepultura
- MGK
- Bring Me The Horizon
- Avenged Sevenfold
Formação no Espaço Favela
- Guitarra
- Baixo
- Bateria
- DJ
O rapper explicou que a banda nasceu da necessidade de reformular o repertório para o palco, não apenas de acrescentar músicos aos beats já usados. A mudança passou pela reconstrução dos arranjos e pela escolha de músicos com experiência no rock.
“Eu juntei a minha galera e falei: ‘Preciso de uma banda’. Eu já tenho contato com a galera do rock, fui selecionando um de cada banda e montei a minha. São músicos mais velhos que eu, mais experientes, então eles me ajudaram com essa parada no palco”
Em relação ao trabalho de adaptação do repertório, o artista também descreveu a sensação de reaprender canções e de substituir instrumentais por arranjos tocados ao vivo.
“Estar aqui hoje para mim foi muito novo. Foi como se eu estivesse lá em 2014, aprendendo tudo do zero. Porque eu tive que tirar o instrumental, colocar uma banda para substituir aquilo. Estava todo mundo meio com medo: ‘O que a gente vai fazer?’. Mas eu já tinha trabalhado dessa forma com os Titãs, então sabia que ia dar certo. E, graças a Deus, deu.”
Colaborações em singles
Só Rock 2
- Xamã
- Young Ganni
Só Rock 3
- Borges
- MC Cabelinho
- Young Ganni
O vínculo com o rock não é novo na trajetória do artista. Em 2024, ele participou do projeto que reuniu versões e colaborações com nomes do rock, e já havia citado influências que vieram por meio da família. Essa relação também aparece no nome da gravadora Rock Danger e em faixas que trazem referências visuais e sonoras ao gênero.
Participações em “Alfa”
- MV Bill
- DJ KL Jay
- BK
- Djonga
- MC Cabelinho
- Slipmami
- Ryu
- The Runner
- Chefin
O disco “Alfa”, lançado em 29 de julho, conta com 13 faixas e inclui uma música batizada de “Eloy Casagrande”, em referência ao baterista brasileiro do Slipknot. A presença de convidados reforça a diversidade de sonoridades do trabalho.
“Já é um projeto. Já está saindo do caderno. Turnê ‘Alfa’ vem aí. A gente vai cair para dentro nisso e, com certeza, o público já aprovou. É o que mais importa.”
Além da dimensão musical, o artista disse que a paternidade trouxe mudanças no olhar sobre o próprio trabalho e nas escolhas do conteúdo, levando a um disco com tom mais pessoal e atento à responsabilidade de ser exemplo em casa.
“É um pouco dos dois”
“Agora tenho uma filha de 3 anos e ela acaba copiando tudo que eu faço. Não são só os fãs crianças. Agora tem uma criança dentro da minha casa que me copia.”
Depois da passagem pelo festival, a intenção anunciada é ampliar o alcance do repertório com a banda já montada, buscando alcançar novos públicos e levar a sonoridade roqueira a palcos de turnê.
“Daqui para frente eu quero alcançar novos ares, uma galera nova, um público mais maduro também, e poder salvar o máximo de vidas que a gente conseguir.”
Siga o Clarim Gospel e receba as notícias do mundo gospel em primeira mão.
