Do solo íntimo de James Taylor em 1985 às grandes viradas do festival, Medina reúne dez faixas que narram momentos decisivos. Cada canção evoca memória, emoção e a fé na força transformadora da música.
Em 1985, num terreno enlameado entre a Barra da Tijuca e Jacarepaguá, um show em tom intimista ficou marcado na memória do idealizador do festival. A apresentação de James Taylor para um público que ainda não sabia o que esperar é, até hoje, uma lembrança vívida e o ponto de partida de uma seleção de dez canções escolhidas para contar, à sua maneira, a trajetória do Rock in Rio.
“Quando ouço essas músicas, sinto uma nostalgia de momentos especiais que vivi no Rock in Rio, como se elas me levassem para esta parte da minha história. Vejo momentos em que a música conseguiu criar uma conexão que não se explica, só se sente”,
A memória daquele primeiro show é citada como prova de que o festival daria certo. Enquanto James Taylor apresentou um repertório mais contido, outras atuações daquele mesmo ano ajudaram a consolidar a dimensão do evento. Entre elas está a performance de Freddie Mercury, que transformou a plateia em voz coletiva com uma interpretação de ‘Love of My Life’ que ficou em destaque na trajetória do festival.
“James Taylor foi o show que assisti em 1985 e que guardo até hoje como um dos momentos mais emocionantes de toda essa história”,
“Freddie Mercury regendo uma plateia inteira ao som de ‘Love of My Life’ foi histórico. O público deixou de ser apenas uma plateia e passou a fazer parte do espetáculo”,
Ao longo das décadas, outras apresentações foram lembradas como momentos de iconografia coletiva. Em comentário sobre essa continuidade, ele enumera nomes representativos de diferentes gerações e estilos, artistas cujas performances se tornaram parte da memória do festival.
“Isso aconteceu de outras formas ao longo dos anos, com Prince, Guns N’ Roses, Coldplay, Rihanna, Ivete, Mariah Carey, Elton John, Pink e tantos outros”,
Para o criador do evento, a música tem a capacidade de criar memórias duradouras e conectar pessoas muito tempo depois do fim do espetáculo. Entre as escolhas há canções cantadas no festival e outras que, apesar de nunca terem sido interpretadas no palco, fazem parte da narrativa afetiva do idealizador.
“Nunca deixo de citar ‘My Way’, do Frank Sinatra. Foi onde tudo começou. Antes mesmo de existir o Rock in Rio, o Sinatra já fazia parte da minha história e foi uma pessoa fundamental para que eu acreditasse que era possível realizar grandes sonhos”,
Playlist de Roberto Medina
- “You’ve Got a Friend” — James Taylor (1985)
- “Love of My Life” — Queen (1985)
- “Purple Rain” — Prince (1991)
- “Sweet Child O’ Mine” — Guns N’ Roses (2001)
- “Hero” — Mariah Carey (2024)
- “Fix You” — Coldplay (2022)
- “Umbrella” — Rihanna
- “Pro Dia Nascer Feliz” — Barão Vermelho (1985)
- “Eva” — Ivete Sangalo (2024)
- “Rocket Man” — Elton John (2011)
A seleção reúne nomes e momentos que atravessam gerações e estilos, refletindo a ideia de que a música constrói memórias coletivas. As escolhas incluem gravações associadas a edições específicas do festival e outras canções que fazem parte da biografia afetiva do idealizador.
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