Com mais de 30 anos de carreira, Dennis relembra hits do funk e parcerias com artistas como Kelly Key e Luan Santana. No Rock in Rio, disse que passou a impor limites na rotina para equilibrar família e trabalho.
Há pouco mais de 30 anos, Dennis iniciou a carreira em uma rádio comunitária e, desde então, esteve presente na produção de faixas que marcaram a história do funk carioca, como “Cerol na Mão”, “Eguinha Pocotó” e “Jonathan da Nova Geração”. Ao longo da trajetória, enfrentou preconceito e a demonização do gênero durante sua ascensão, e seguiu colaborando com outros MCs e artistas de estilos variados, além de ter produzido faixas para nomes como Kelly Key, Luan Santana e até Ronaldinho Gaúcho.
Em conversa no estande de KitKat no Rock in Rio 2026, o DJ afirmou que passou a impor limites na rotina e a priorizar momentos de descanso e vida pessoal. Segundo ele, a mudança é recente e surgiu de uma necessidade concreta de conciliar agenda e família.
“Há dois anos eu comecei a dar um break. Passei a pedir pro meu empresário, ‘ó, tal final de semana não quero fazer show'”
O filho caçula, carinhosamente chamado de Zinho, ganhou destaque na rotina do artista e motivou essa reorganização de prioridades. Dennis descreveu atividades semanais que o afastam da rotina de shows e estúdio, evidenciando uma vida pessoal diferente durante a semana.
“Durante a semana eu tenho uma vida bem diferente! Levo ele para a escola, para a natação, para o jiu-jitsu. Isso te leva pra outro lugar.”
Toda a energia acumulada nos períodos de pausa foi revertida em apresentações enérgicas. No Rock in Rio 2026, Dennis abriu seu show provocando a plateia e incentivando a dança, mesmo sob chuva, e incluiu no setlist sucessos como “MOTINHA 2.0” e o fenômeno “Tá OK”, parceria com MC Kevin o Chris. A canção ganhou o prêmio Lo Nuestro na categoria canção do ano — pop urbano/dance em sua versão remixada com Maluma e Karol G.
“Vai começar! E vai ser na chuva!”
No encerramento da programação do Palco Favela, o DJ prestou homenagem a Mr. Catra, morto em 2018, e ressaltou o respeito pelos que vieram antes, citando DJs, compositores e produtores que ajudaram a pavimentar o gênero. O Coral das Quebradas preparou a interpretação do clássico “Ô Simpático” como parte da homenagem.
“Eu tenho máximo respeito por quem veio antes de mim. Quem pavimentou tudo isso aqui, todos os MCs das antigas, os DJs, compositores, produtores. Eu queria uma salva de palmas para Wagner Costa, mais conhecido como Mr. Catra!”
Dennis também manteve uma tradição pessoal antes das apresentações: agradecer e pedir proteção divina para si e para o público. Sobre a dificuldade de equilibrar agendas, ele reconheceu que ainda negocia prioridades entre estrada, shows e períodos de produção em estúdio.
“A gente vai negociando. Final de semana não tem pra onde correr, né? Vai para a estrada, vai fazer show. Quando a gente está na época de produzir alguma música, também se dedica ao estúdio”
“Graças a Deus, tá dando certo”
Essas declarações mostram um artista que honra as raízes do funk, celebra o presente nos palcos e busca conciliar a vida profissional com a atenção à família, mantendo a resiliência adquirida ao longo de mais de três décadas de carreira.
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