No filme, LISA revela como reagiu em tempo real à repercussão de vídeos antigos em que integrantes do BLACKPINK usaram um termo racista. Em entrevista pós-TIFF, ela diz ter aprendido com o episódio.
Uma das passagens mais reveladoras do novo documentário de LISA mostra como a cantora lidou, em tempo real, com a repercussão de vídeos antigos em que integrantes do BLACKPINK aparecem usando a palavra “nigga”, termo racista nos Estados Unidos. Em entrevista publicada na segunda-feira (14), após a estreia do filme no Festival Internacional de Cinema de Toronto, a artista revisitou o episódio e falou sobre o aprendizado desde então.
Os vídeos foram gravados mais de uma década antes e mostravam as futuras integrantes do BLACKPINK, provavelmente ainda adolescentes, treinando rap com versões de músicas de outros artistas cujas letras continham o termo. O material, até então inédito, apareceu na internet no primeiro semestre de 2025, enquanto LISA preparava sua primeira apresentação solo no festival Coachella.
“Preciso mesmo pedir desculpas”
Em trechos do documentário, a cantora reconheceu a ofensa e explicou suas origens culturais como parte da ausência de compreensão sobre a carga histórica do termo.
“Para ser sincera, sou tailandesa e cresci na Tailândia. Não existe uma educação sobre isso por lá, então, na época, eu não sabia.”
Sobre o processo de reflexão e mudança, LISA afirmou que buscou se informar e que não repetiria o comportamento anterior.
“Agora aprendi e me eduquei a respeito disso, e nunca faria [isso novamente]. Isso não é aceitável. Sério.”
O documentário também relata que, segundo “Always Lalisa”, a gravadora da cantora a impediu de se pronunciar publicamente sobre a controvérsia naquele período, situação que a deixou preocupada porque ela queria manter o foco em sua apresentação solo.
“Always Lalisa” estreou na sexta-feira (11) no Festival Internacional de Cinema de Toronto e acompanha um ano em que LISA se afastou temporariamente das atividades do BLACKPINK para investir em projetos solo. O filme aborda, ainda, as dificuldades de integrar um dos maiores grupos de K-pop do mundo, incluindo a necessidade de preservar a imagem comercial por meio de decisões como esconder relacionamentos amorosos.
O filme tem datas de lançamento já previstas: chega aos cinemas e às salas IMAX em 12 de outubro. Depois, será disponibilizado no YouTube Premium ainda em 2026.
“Se eu tiver 50 anos, ainda vou querer fazer BLACKPINK!”
A artista destacou que, embora cada integrante esteja concentrada em trabalhos individuais, isso não significa o fim do grupo: mencionou conversas sobre pausas temporárias e afirmou que as integrantes voltam a focar em suas carreiras solo após a turnê recente do BLACKPINK.
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