O festival chega a Brasília nos dias 26 e 27 de setembro, na CAIXA Cultural, com entrada gratuita das 14h às 20h. A equipe será 90% feminina e a programação inclui shows, DJs e formação de produtoras.
O festival Divas do Samba nasce como palco para mulheres do samba e hoje amplia o alcance formando também produtoras, técnicas e empreendedoras. A nova edição, em Brasília, terá 90% da equipe formada por mulheres, meta que o festival persegue desde a primeira edição. O evento é gratuito e acontece nos dias 26 e 27 de setembro, na CAIXA Cultural, das 14h às 20h, com expectativa de até 2 mil pessoas por dia.
Programação musical
- Samba da Passarinha — show previsto na programação
- Marcelle Motta — apresentação musical
- Samba Que Elas Querem — show e participação de DJs
Além dos shows e DJs, a programação prevê recursos de acessibilidade e acolhimento para o público.
Acessibilidade e serviços
- Libras — interpretação durante o evento
- Audiodescrição — recurso para pessoas com deficiência visual
- Kits sensoriais — disponíveis para atender diferentes necessidades
- Espaço Acolher — área destinada ao bem-estar do público
Ações paralelas
- Roda de conversa — 21 de setembro, Teatro Carlos Galvão, das 16h às 18h
- Oficina de sustentabilidade — 24 de setembro, Escola Classe Sítio das Araucárias, das 9h20 às 11h05
- Oficina de sustentabilidade — 30 de setembro, Coordenação Regional de Ensino de Sobradinho, das 8h30 às 11h05
Feiras e empreendedorismo
- Feira de marcas locais — reúne 10 marcas do Distrito Federal lideradas por mulheres; expositoras não pagarão taxas
- Feira Afro — voltada à valorização da identidade e da produção cultural negra
O crescimento da presença feminina na equipe tem sido gradual: até a terceira edição, 60% dos profissionais envolvidos eram mulheres; em 2024, o número subiu para 82%. Ao longo de mais de uma década, o Divas do Samba já reuniu mais de 15 mil pessoas.
“A gente entende que o protagonismo feminino não está apenas em quem sobe ao palco. Ele também está na produção, na técnica, na comunicação, na gestão, na curadoria e em todas as áreas que fazem um projeto cultural acontecer”
afirma Ellen Oliveira, idealizadora do Divas do Samba.
“Os debates promovidos pelo festival também reforçam a importância de qualificar essas mulheres para o mercado de trabalho. Por isso, assumimos o compromisso de sempre ampliar as oficinas e atividades formativas”
conta Ellen Oliveira.
O festival mantém como estratégia o incentivo ao empreendedorismo feminino e à economia criativa local, oferecendo espaço para a comercialização de produtos sem cobrança de taxas para as expositoras. A iniciativa visa unir cultura, formação e geração de renda, além de promover a inclusão e a representatividade no campo do samba.
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