A investigação preventiva de acidentes de trânsito e o intercâmbio de experiências nacionais e internacionais foram os temas centrais do 5º Seminário Internacional de Segurança no Trânsito, realizado em Brasília nesta quinta-feira (17). O encontro foi promovido pelo Ministério dos Transportes e reuniu especialistas brasileiros e estrangeiros para debater identificação de fatores de risco, engenharia de tráfego, infraestrutura e estratégias para reduzir a mortalidade nas vias.
O seminário marcou o início da Semana Nacional de Trânsito 2026, cujo tema foi “Desacelere. Seu bem maior é a vida”. A mensagem foi mantida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) com o objetivo de reforçar a conscientização sobre os riscos do excesso de velocidade e incentivar comportamentos mais seguros por parte de condutores e pedestres.
Na abertura do evento, o ministro dos Transportes, George Santoro, defendeu a combinação entre educação para o trânsito, fiscalização e investimentos em infraestrutura como caminho para ampliar a segurança nas rodovias brasileiras. Segundo ele, estudos da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e da área de planejamento do ministério indicaram que obras de manutenção, duplicação, ampliação da capacidade das estradas e melhorias na sinalização contribuem diretamente para a redução dos acidentes.
“Aumentamos os investimentos em todas as rodovias. Fica claro, segundo os estudos, que quanto mais investimentos são feitos na manutenção, na duplicação, no aumento de capacidade e na sinalização, os resultados em acidentes são evidentes: reduz-se o número de acidentes”, afirmou o ministro.
No seminário, também foi destacada a evolução das condições da malha rodoviária federal nos últimos anos. O ministro citou que, segundo avaliação realizada pelo órgão responsável, cerca de 75% das rodovias federais estavam classificadas como ótimas ou boas, indicador que foi relacionado aos investimentos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e aos projetos de concessão à iniciativa privada.
“A gente está com quase 76%, de rodovias classificadas como ótimas e boas. Isso nunca aconteceu na série histórica do Brasil”, disse.
Durante as mesas e painéis do seminário, foram discutidos métodos de identificação de fatores de risco, alternativas de engenharia de tráfego, prioridades de infraestrutura e medidas de prevenção que envolvem educação e fiscalização. A continuidade de obras de recuperação, sinalização e aumento da capacidade das rodovias foi apresentada como estratégica para a redução dos sinistros e para a melhoria da segurança viária no país.
O evento também serviu para troca de experiências entre profissionais de diferentes países, com foco em práticas que possam ser incorporadas às políticas públicas brasileiras para reduzir mortes e ferimentos no trânsito.
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