Ao completar sete anos na Avenida Paulista, o Blue Note SP passa a operar com a Sala 2, integrada à matriz no Conjunto Nacional. Em 2025 a casa realizou 506 shows, 133 eventos e faturou mais de R$ 38 milhões.
O Blue Note São Paulo, que completa sete anos de atividade na capital paulista, anunciou a abertura de um segundo espaço no Conjunto Nacional, ao lado da sala original, na Avenida Paulista. A nova operação, intitulada Blue Note SP Sala 2, começa a funcionar de forma integrada à matriz, ampliando a capacidade da casa para receber shows e eventos simultâneos.
Os números da operação ajudam a explicar a expansão: apenas em 2025, o Blue Note São Paulo realizou 506 shows e 133 eventos, com faturamento superior a R$ 38 milhões. A casa consolidou-se como um dos principais endereços de música ao vivo da cidade, com programação que transita entre jazz, MPB, bossa nova, rock e samba.
Ao comentar a iniciativa, Luiz Calainho, sócio do empreendimento, destacou a necessidade de crescimento sem perder a identidade construída ao longo dos anos.
“O Blue Note São Paulo chegou a um momento em que precisava crescer, mas sem abrir mão do que fez a casa chegar até aqui”
Calainho explicou a proposta da nova sala e a intenção de ampliar possibilidades para diferentes tipos de apresentações e eventos.
“A Sala 2 nasce com essa premissa: ampliar a programação e criar novas possibilidades para shows, projetos corporativos e outras experiências, mantendo a excelência artística e a proximidade entre público e artista. Não estamos criando um segundo Blue Note, estamos ampliando o Blue Note que São Paulo já conhece”
A criação da Sala 2 também foi justificada como uma estratégia para combinar qualidade cultural com sustentabilidade do negócio.
“Sempre enxergamos cultura e entretenimento como atividades que precisam combinar qualidade e sustentabilidade de negócio. Com duas salas integradas, ganhamos escala e flexibilidade sem tirar a música do centro da operação”
A nova sala estava fechada havia mais de 15 anos e teve sua reforma assinada pela arquiteta Carolina Ciola Fonseca, responsável também pelo projeto original. O espaço preserva as características que definem a identidade da marca: palco central, ambiente acolhedor e layout que privilegia a proximidade entre artista e público, com capacidade para aproximadamente 300 pessoas sentadas.
A unidade paulistana, aberta em fevereiro de 2019 por iniciativa dos empresários Luiz Calainho e Facundo Guerra, integra a rede nascida em 1981 em Greenwich Village, Nova York, fundada por Danny Bensusan. A marca tem filiais em cidades como Tóquio, Milão e Rio de Janeiro.
A casa mantém a programação regular de shows na sala original de terça a domingo. A Sala 2 poderá receber tanto a programação artística tradicional quanto eventos corporativos e sociais, incluindo ativações de marca, semanas corporativas completas e projetos especiais. A curadoria da Sala 2 ficará sob responsabilidade de Daniel Stain, sócio que também responde pela programação do Blue Note no Rio de Janeiro.
Programação de estreia em outubro
- 10/10 — 20h e 22h30: Black Mantra & BNegão com o especial “Tim Maia Racional”, em duas sessões.
- 31/10 — 22h30: Baile de Máscaras do George, com participação especial de Cathy Israel, encerrando a programação de estreia da nova sala.
Com a operação dupla, o Blue Note São Paulo aposta em um modelo que combina escala e preservação da experiência intimista, permitindo que as duas salas funcionem de maneira integrada em noites movimentadas.
Notícia publicada em 18/09/2026.
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