Médico e produtor rural, Caiado afirma que implantará reformas estruturais e um programa de mudanças voltado à pacificação democrática, responsabilidade fiscal e segurança. Ele governou Goiás de 2018 até março de 2026.
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, promete que, se eleito, implementará um governo e um programa político “transformadores”. Médico e produtor rural, ele foi eleito cinco vezes deputado federal e uma vez senador por Goiás, estado que governou entre 2018 e março de 2026, quando passou a disputar a Presidência.
“O governo transformador combinará pacificação democrática, responsabilidade fiscal, segurança, crescimento baseado em investimento e produtividade, gestão profissional e inserção internacional pragmática”.
No documento de campanha, o candidato afirma que, para levar adiante as propostas, será necessária cooperação entre os Poderes, apoio no Congresso e confiança da sociedade. Ele diz que precisará reconstruir a capacidade de cooperação política e recuperar o papel do Palácio do Planalto como coordenador de ações conjuntas do Executivo, Legislativo, Judiciário, estados e municípios.
“Mas nenhum programa transformador será executado sem cooperação entre os Poderes, apoio no Congresso e confiança da sociedade”.
Segurança é apresentada como prioridade central do programa. O candidato classifica o avanço das organizações criminosas e das milícias por todo o país como o problema mais grave nessa área e propõe mudanças legislativas e institucionais. Entre as propostas estão enquadrar organizações criminosas e milícias como grupos terroristas domésticos; reduzir a maioridade penal para 16 anos em caso de crimes graves; endurecer penas para adultos, incluindo equiparar o furto de celulares ao crime de roubo; e estabelecer penas severas para enriquecimento ilícito.
O plano prevê a criação do Ministério da Segurança Pública; do Sistema Integrado de Proteção à Soberania Nacional; e do Conselho Estratégico Nacional de Segurança Pública e Combate ao Terrorismo Doméstico, com participação dos 27 governadores e representantes das instituições públicas de segurança. As mudanças defendidas permitiriam o emprego das Forças Armadas contra o crime organizado sem a necessidade de decreto para Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e instituiriam o Regime Especial Disciplinar Antiterrorismo Doméstico (Redad), com penas mais rígidas para líderes, recrutadores, financiadores e apoiadores dessas organizações. O programa também propõe endurecer a regulação e o combate às apostas on-line (bets).
No campo da investigação criminal, o candidato promete modernizar procedimentos com a implantação de um protocolo nacional para apuração de homicídios, feminicídios e latrocínios, e destaca atenção especial à proteção de mulheres, crianças e adolescentes. Entre as medidas citadas está a possível criação da Secretaria Nacional da Segurança da Mulher, da Criança e Minorias e o endurecimento das punições em casos de feminicídio, com possibilidade de progressão somente após 90% de cumprimento da pena e confisco de bens do condenado.
Na economia, o programa propõe uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo com participação relevante do investimento público para elevar o nível de investimento dos atuais cerca de 17% do Produto Interno Bruto (PIB) para aproximadamente 25%. O plano prevê restabelecer uma trajetória fiscal sustentável, reduzir o custo do capital, qualificar a mão de obra e modernizar a infraestrutura para aumentar a produtividade, com ênfase em educação, ciência, tecnologia e segurança jurídica.
Em educação, está proposta a realização de um pacto nacional pela alfabetização e pelo ensino adequado da matemática para assegurar que todas as crianças dominem essas competências até o final do 2º ano do ensino fundamental. Na área da saúde, o candidato afirma que pretende fortalecer e preservar os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) com maior ênfase na prevenção.
“O futuro da saúde brasileira não será construído apenas com mais hospitais, mais equipamentos ou mais recursos. Será construído pela capacidade de organizar melhor o sistema, prevenir mais doenças, utilizar melhor a tecnologia e colocar cada brasileiro no centro do cuidado”.
O programa também prevê rever critérios de agendamento de consultas e procedimentos, priorizando gravidade, risco de progressão, impacto da demora, vulnerabilidade e tempo transcorrido. Com 100 páginas, o plano contém ainda propostas para agronegócio; ciência, tecnologia e inovação; cultura; defesa; energia; esporte; infraestrutura; meio ambiente; mobilidade; e políticas específicas para a Região Nordeste e a Amazônia, entre outros temas.
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