No dia 13 de setembro, Kynnie abriu o Global Village e levou a black music brasileira ao Rock in Rio. Nos bastidores, contou como a canção ganhou novo alcance ao virar tema de Lola, de Camila Pitanga.
A cantora Kynnie levou a black music brasileira ao Global Village do Rock in Rio 2026 e, nos bastidores do festival, explicou o significado que dá hoje a uma das músicas centrais de sua carreira: “Linda, Chique, Sexy e Braba”.
Kynnie se apresentou no último dia do festival, em 13 de setembro, abrindo a programação do Global Village às 15h. O mesmo palco recebeu também as apresentações de Lucy Alves e da canadense Haley Smalls naquela data.
A canção, lançada originalmente em 2020, ganhou novo alcance cinco anos depois ao ser escolhida como tema de Lola, personagem de Camila Pitanga na novela “Beleza Fatal”. A faixa foi composta por Kynnie ao lado de Pablo Bispo, Ruxell e Sérgio Santos.
“Ser linda, chique, sexy e braba é poder ser eu mesma. É poder trazer muitas pessoas incríveis, como a minha figurinista, Érica Facuri, junto com a Layla, que trouxeram todas as roupas que eu vesti nesse momento. Eu acho que são mulheres lindas, chiques, sexys e brabas”
Ao comentar o conceito que a música traduz hoje, Kynnie relacionou a expressão à liberdade de ser quem é e destacou a importância das mulheres que participam diretamente de sua trajetória artística e pessoal.
“É trazer minha mãe junto comigo no show, sendo meu braço direito. É trazer minha mãe de santo junto comigo no show, é trazer minha fonoudiológa. Tantas referências positivas de mulheres lindas, chiques, sexys e brabas para trazer não só esse momento especial, mas tantos outros.”
Para a artista, a ideia presente na canção deixou de ser apenas uma afirmação individual e passou a representar um estado mais amplo de atitude e presença feminina nos palcos e fora deles.
“É porque é isso, né? A vida é isso. A gente sempre vai ser linda, chique, sexy e braba em qualquer lugar, em qualquer horário, em qualquer palco. E a gente entrega.”
O reaparecimento da faixa na trilha de “Beleza Fatal” marcou uma nova etapa na carreira de Kynnie. Em entrevista concedida em 2025, a cantora disse que, quando compôs a música, inicialmente não se identificava com a autoconfiança que ela expressava:
“Eu não me sentia linda, chique, sexy e braba”
Antes desse momento de maior visibilidade, Kynnie já havia participado do “The Voice Brasil”, em 2014, lançado um EP com participações de Preta Gil e Edi Rock e apresentado o álbum “93”. Seu repertório abrange R&B, soul, jazz, funk, charme e blues, refletindo a diversidade de influências que ela trouxe ao palco do Rock in Rio.
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