Pré-estreia do documentário reuniu dezenas de fãs no Cine Marquise, em São Paulo, com áudio Dolby Atmos e muita emoção na noite fria. O filme de Joe Hahn estreia em 30 de setembro e destaca o Brasil logo no início.
Uma pré-estreia de Unshatter reuniu dezenas de fãs em uma sala de cinema de uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo, onde a empolgação do público não foi contida, mesmo com os 14 graus da noite paulistana.
“Linkin Park, Linkin Park, Linkin Park”
Dirigido por Joe Hahn, DJ e integrante da banda, o filme chega aos cinemas do mundo todo oficialmente no dia 30 de setembro. Antes disso, houve exibição no Cine Marquise com tecnologia de áudio Dolby Atmos, em sessão que antecipou a estreia global.
Logo nos primeiros segundos, o Brasil aparece representado na tela. O país ganha destaque ao longo da produção e funciona como fio condutor secundário: São Paulo figura como a cidade que mais ouve a banda no mundo, com cerca de 1,3 milhão de ouvintes mensais no Spotify.
O documentário percorre a trajetória recente do grupo e integra material do show realizado no Nubank Parque, em 15 de novembro de 2024, que atravessa toda a narrativa ao apresentar a performance da turnê From Zero — realizada no mesmo dia do lançamento do álbum homônimo, o primeiro de estúdio após a morte do vocalista Chester Bennington (1976-2017).
Unshatter aproxima o espectador do processo vivido por Mike Shinoda, Dave Farrell e Joe Hahn para lidar com a perda e buscar renovação criativa. O filme registra encontros que começaram por volta de 2022, quando os colegas se reuniram informalmente em estúdio com o propósito de se divertir e expressar sentimentos por meio da música. O que começou como algo despretensioso evoluiu para um dilema: formar um novo grupo ou continuar o legado com o nome Linkin Park.
Durante o processo, o baterista Rob Bourdon decide ficar de fora e viver uma vida longe dos holofotes, e o guitarrista Brad Delson, a princípio, também não se sente à vontade para retomar as atividades. O documentário traz cenas de bastidores e sessões intimistas em estúdio, traduzindo a ideia central proposta pelo cartaz do filme.
“A parte mais difícil de terminar é começar de novo”
Desde os primeiros encontros com Colin Brittain — que aparece ajudando na composição das novas faixas e mais tarde assume o posto de baterista — até a escolha de Emily Armstrong como nova vocalista, o filme oferece um olhar íntimo e profundo sobre a tentativa de construção de um novo capítulo da banda.
Emily ganha destaque ao mostrar irreverência e potência vocal, e há registros de seu esforço para adaptar-se ao catálogo da banda, com álbuns icônicos como Hybrid Theory e Meteora. O documentário acompanha ensaios, escolha de setlist e testes de química entre os integrantes, alternando momentos de incerteza e medo com situações divertidas e cheias de esperança.
Os ingressos já estão à venda para sessões em salas convencionais (2D) e nos formatos premium SCREENX, 4DX e Ultra4DX. A trilha sonora oficial, Unshatter (Live in São Paulo), chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (25), com performances de faixas de toda a trajetória da banda, incluindo gravações que não aparecem no documentário.
O filme mostra que o objetivo não é substituir Chester, mas sim tomar decisões sobre o futuro alicerçadas em uma certeza: o amor pela música. Para espectadores que ainda duvidam da nova formação, Unshatter não promete mudar todas as opiniões, mas oferece a oportunidade de entender por que a banda decidiu seguir em frente.
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