O filme foca na reformulação da banda com From Zero e nas conquistas recentes, como três singles nº1 e duas indicações ao Grammy. O show em São Paulo (15/11/2024) serve de fio condutor; estreia limitada em 30/9.
A reformulação do Linkin Park, consolidada pelo álbum From Zero (2024), pelos três singles nº 1 no chart Mainstream Rock e pelas duas indicações ao Grammy, é um dos temas centrais do rock atual. O documentário Linkin Park: Unshatter, dirigido por Joe Hahn, chega aos cinemas em lançamento limitado no dia 30 de setembro, cinco dias após o lançamento do álbum ao vivo Unshatter (Live in São Paulo).
O show no Brasil, realizado no dia do lançamento do álbum From Zero (15 de novembro de 2024), serve como fio condutor do filme. A apresentação em São Paulo norteia a narrativa sobre a decisão da banda de se reunir seis anos após o suicídio do vocalista Chester Bennington, ocorrido em 20 de julho de 2017. Desde 2000, o grupo já havia vendido mais de 100 milhões de discos, alcançado cinco álbuns número um na Billboard 200 e 19 singles no top 5 da Mainstream Rock.
“Originalmente, o filme estava previsto para ser só aquele show (em São Paulo), a experiência real de assistir ao show. Eu achei que aquilo não era suficiente”,
Essa declaração é de Joe Hahn, que também é diretor criativo do Linkin Park e assumiu a direção do documentário. Hahn disse que quis mostrar o processo de reconstrução da banda, explicando que o retorno não foi instantâneo, mas um trabalho de reerguimento.
“Eu senti que tudo merecia uma explicação. Eu quis realmente mostrar o que foi preciso para a gente se reerguer, explicar como isso aconteceu, porque há tanta coisa nova envolvida. Não é como apertar um botão; foi realmente um processo”.
Hahn acrescentou que a produção do documentário também teve caráter terapêutico para os integrantes, ao permitir reflexão e reconhecimento do que funcionou na trajetória do grupo.
“O processo de fazer esse documentário também foi um processo de cura, porque envolveu muita reflexão, e reconhecimento de coisas que realmente deram certo. Eu acho que o sentimento geral é uma mensagem de esperança.”
O diretor considerou as apresentações em São Paulo — incluindo dois shows em 16 de novembro para cerca de 97 mil fãs em cada um, no estádio Nubank Parque — como momentos marcantes.
“Não poderia ter um lugar melhor para fazer isso”,
frase também atribuída a Joe Hahn, que lembrou a paixão do público brasileiro.Além das imagens dos shows em São Paulo e do show em Los Angeles, em 11 de setembro de 2024, onde a banda revelou seus planos e a nova formação com a vocalista Emily Armstrong e o baterista Colin Brittain, Unshatter traz registros de bastidores. O filme inclui conversas iniciais entre Hahn, o vocalista Mike Shinoda e o baixista Dave “Phoenix” Farrell sobre a possibilidade de retomar a banda.
O documentário, com duração de uma hora e 50 minutos e subtítulo The Hardest Part of Ending Is Starting Again, mostra a chegada de Armstrong e Brittain e acompanha a composição e gravação de From Zero. Em uma cena, Mark Hoppus, do Blink-182, visita a banda e comenta a reação às novas faixas:
“arrepios”
Segundo Joe Hahn, a banda oscilou entre confiança e dúvidas durante o processo de criação, e o apoio mútuo foi fundamental para seguir adiante. O filme faz referência à história do grupo, incluindo imagens antigas com Chester Bennington nos créditos finais, mas mantém o foco nos acontecimentos mais recentes. O registro trata com cuidado a decisão do baterista Rob Bourdon de não retornar e se aprofunda nas conversas com o guitarrista Brad Delson.


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