A moeda americana fechou em alta nesta quinta-feira, pressionada por aversão ao risco global e pela valorização do petróleo. Investidores procuraram ativos defensivos diante do temor de maior pressão inflacionária.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta nesta quinta-feira (1º), refletindo um ambiente global de aversão ao risco. A moeda americana avançou em relação ao real em meio a tensões no Oriente Médio e à valorização do petróleo, fatores que reforçaram preocupação com pressões inflacionárias e buscaram ativos considerados mais defensivos.
Principais números
- Dólar à vista: R$ 5,224 (+0,97%)
- Ibovespa: 187.197,46 pontos (+0,46%)
- Petróleo tipo Brent: US$ 102,31 (+4,37%)
- Petróleo tipo WTI: US$ 92,87 (+2,71%)
O dólar atingiu mínima de R$ 5,169 às 9h40 e máxima de R$ 5,240 pouco antes das 14h. No acumulado do ano, a moeda registrou queda de 4,83% frente ao real. No mercado internacional, o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0,58%, alcançando 102,040 pontos, após máxima de 102,207.
Na B3, o Ibovespa fechou o primeiro pregão de outubro em alta de 0,46%, aos 187.197,46 pontos. A valorização do índice foi apoiada, principalmente, pelas ações da Petrobras, que se beneficiaram da forte alta do petróleo, apesar da cautela dos investidores em relação ao cenário externo e à proximidade do primeiro turno das eleições. O índice encerrou setembro com alta de 5% e acumulou valorização de 16,2% no ano. O volume financeiro da sessão foi de R$ 26 bilhões.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 avançou 0,19%. Os mercados também acompanharam o comportamento dos títulos do Tesouro estadunidense e avaliaram os efeitos da valorização do petróleo sobre as expectativas de inflação e taxa de juros.
O petróleo apresentou forte valorização ao longo do dia. O barril do tipo Brent fechou a US$ 102,31, com alta de 4,37%, enquanto o petróleo WTI, do Texas, terminou a sessão a US$ 92,87 por barril, com avanço de 2,71%.
O movimento foi influenciado pelas tensões no Oriente Médio e por preocupações com a oferta de combustíveis. A alta ganhou força durante a tarde diante de informações sobre o deslocamento de forças militares dos Estados Unidos para a região e de novas incertezas sobre o conflito envolvendo o Irã. O mercado também monitorou a possibilidade de liberação de estoques de diesel pela União Europeia e a suspensão, por parte da China, de exportações de derivados de petróleo para destinos fora de Hong Kong e Macau até nova orientação.
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