No último dia 25 de maio, o Brasil celebrou o Dia da África, um momento que marca o fortalecimento das relações entre o país e o continente africano. Sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil tem buscado intensificar laços comerciais, culturais, diplomáticos e científicos com nações africanas, diversificando assim suas parcerias comerciais.
Desde o início de sua gestão, Lula realizou sete viagens à África, incluindo visitas à África do Sul, Angola, São Tomé e Príncipe, Egito, Etiópia e Moçambique. Durante esse período, o Brasil formalizou acordos com diversos países africanos em setores como agricultura, aviação civil, defesa, saúde, educação e turismo.
“É um continente muito variado e com muitas oportunidades econômico-comerciais que o Brasil tem procurado aproveitar”, afirmou o embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte, secretário de África e Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores.
O Brasil possui uma conexão histórica significativa com a África, sendo o país que mais recebeu africanos escravizados, com aproximadamente 4,8 milhões de pessoas entre os séculos 16 e 19. Essa relação histórica é um fator que impulsiona o atual governo a estreitar laços com países africanos, especialmente Angola, com quem o Brasil compartilha uma rica herança cultural.
Em abril de 2026, o Ministério da Cultura assinou acordos com Angola para integrar arquivos históricos sobre a escravidão e promover maior intercâmbio cultural entre os dois países. O embaixador Carlos Sérgio destacou que, diante do protecionismo dos países desenvolvidos, é essencial buscar novas parcerias com a África, que possui uma população jovem e um grande potencial econômico.
Para marcar o Dia da África, o Itamaraty organizou um seminário sobre parcerias com países africanos, e o presidente Lula participou do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, promovido pelo Ministério da Educação. O embaixador de Camarões, Martin Agbor Mbeng, elogiou a postura do Brasil em reconhecer a escravidão como um crime contra a humanidade e ressaltou a importância das instituições brasileiras para a colaboração com o continente africano.
Apesar da relação histórica, a África representou apenas 5,70% do comércio exterior brasileiro em 2025, totalizando US$ 23,7 bilhões, com um superávit de US$ 7,2 bilhões. O comércio com a África cresceu 52% desde 2020, embora tenha registrado uma queda de 2,3% em 2025 em comparação a 2024.
A professora de relações internacionais da Universidade Federal da Bahia, Elga Lessa de Almeida, observou que as condições econômicas atuais tornam a integração Brasil-África mais desafiadora. No entanto, o presidente Lula defende o fortalecimento da presença da Petrobras e do BNDES na África, buscando investimentos e parcerias que beneficiem ambos os lados.

Siga o Clarim Gospel e receba as notícias do mundo gospel em primeira mão.
