Na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, autoridades quenianas anunciaram a prisão de oito alunas suspeitas de envolvimento em um incêndio criminoso que resultou na tragédia de 16 estudantes mortas na Utumishi Girls’ Academy Senior School, localizada em Gilgil, no centro-oeste do Quênia.
O incêndio, que ocorreu na madrugada de quinta-feira, feriu 79 estudantes, deixando a comunidade escolar em estado de choque. A Diretoria de Investigações Criminais da polícia informou que investigações preliminares identificaram as oito estudantes como suspeitas de planejar e executar o ataque.
“As oito meninas foram presas desde então e estão atualmente sob custódia da polícia”, afirmou a polícia em um comunicado oficial.
O ministro da Educação do Quênia, Julius Ogamba, em uma coletiva de imprensa, revelou que dois professores da escola estavam cientes dos planos das alunas, mas não tomaram as medidas necessárias para impedir o crime. Além disso, Ogamba destacou que a instituição não cumpriu as normas de segurança exigidas, como a superlotação nos dormitórios e a falta de acesso a uma saída de emergência, que estava trancada durante o incêndio.
Como resultado das falhas de segurança, o governo decidiu dissolver o Conselho de Administração da escola e implementará ações legais e disciplinares contra qualquer funcionário que tenha falhado em suas responsabilidades.
Este incidente trágico não é isolado. Em 2024, um incêndio em um internato primário no condado de Nyeri resultou na morte de 21 alunos, embora a causa desse incêndio nunca tenha sido determinada de forma conclusiva. Além disso, em 2001, o pior incêndio em uma escola na história do país resultou em 67 mortes na Escola Secundária Kyanguli, um evento que também foi atribuído a incêndio criminoso. O clima de insegurança nas escolas quenianas tem preocupado a sociedade e as autoridades locais.
A comunidade e os responsáveis pela educação no Quênia agora enfrentam a difícil tarefa de lidar com as consequências desse trágico evento, que levanta questões sobre a segurança nas escolas e a necessidade urgente de reformas nos ambientes educacionais.
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