Na última terça-feira, 02 de junho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou as vantagens do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, conhecido como Pix, em comparação com os serviços oferecidos por empresas estadunidenses. Durante um evento em Catalão, Goiás, Lula afirmou que o sistema brasileiro é mais eficiente e vantajoso, enfatizando que o Brasil não deve ser tratado como uma “republiqueta de banana”.
As declarações de Lula foram uma resposta às críticas feitas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que argumentou que o Pix prejudica injustamente empresas como MasterCard, Visa e WhatsApp Pay. O presidente brasileiro ressaltou que o Pix, com sua infraestrutura pública e gratuita, tem movimentado mais recursos do que os tradicionais cartões de crédito.
“O Pix assusta eles”, disse Lula, mencionando que havia sugerido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a adoção do mesmo sistema em seu país.
O relatório do USTR, publicado na noite anterior, é resultado de uma investigação que começou no governo de Donald Trump sobre supostas práticas desleais do Brasil no comércio com os EUA. O documento sugere, entre outras ações, a implementação de uma tarifa de 25% sobre alguns produtos brasileiros.
Lula também comentou sobre as preocupações dos EUA, afirmando que o sistema Pix poderia impactar negativamente as empresas de cartões de crédito que operam no Brasil: “Acham que o Pix vai acabar com isso; e o Pix vai acabar mesmo, porque o Pix é de graça e é público e ninguém paga nada. É só clicar o Pix e tá resolvido o nosso problema”.
O governo brasileiro e as empresas afetadas terão até o dia 15 de julho para se manifestar sobre o relatório final da USTR, que pode levar os EUA a adotar medidas corretivas contra o Brasil.
Além disso, Lula criticou a postura dos estadunidenses, considerando-a intempestiva, já que havia uma negociação em andamento entre os dois países. Ele recordou que, em maio, havia acordado com Donald Trump um prazo de 30 dias para chegar a um consenso sobre a questão comercial.
Durante uma reunião na Casa Branca, Lula entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA em relação ao Brasil, ressaltando que, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos alcançou US$ 415 bilhões. O presidente brasileiro concluiu cobrando de Trump um telefonema para esclarecer a recomendação do USTR.
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