O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgou, na última terça-feira, 03 de junho de 2026, sua intenção de implementar tarifas adicionais de 10% a 12,5% sobre as importações provenientes de 60 países, entre os quais se destaca o Brasil. Essa medida é justificada pelo USTR com a alegação de que há falhas na luta contra o comércio de produtos fabricados com mão de obra forçada, o que, segundo a entidade, compromete a concorrência justa e equitativa no comércio internacional.
A decisão do USTR fundamenta-se em investigações de práticas comerciais desleais sob a Seção 301, um mecanismo da Lei de Comércio norte-americana de 1974. Esse dispositivo permite aos Estados Unidos investigar e retaliar países que adotam práticas que possam ser consideradas injustas ou prejudiciais aos interesses econômicos dos EUA. Essa ação ocorre em um contexto em que o governo dos Estados Unidos busca restabelecer tarifas de emergência que foram anteriormente anuladas pela Suprema Corte do país em fevereiro.
Além do Brasil, as tarifas propostas também contemplam países como Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, El Salvador, Guatemala, Malásia, Taiwan e Reino Unido. O USTR informou que, em relação ao Brasil, as tarifas adicionais sugeridas são de 12,5%, que foram propostas juntamente com outros 44 países que também passaram por investigações semelhantes.
“Estamos comprometidos em garantir um comércio justo e livre de práticas desleais”, afirmou um porta-voz do USTR.
O Escritório de Comércio também anunciou que aceitará comentários públicos sobre as tarifas propostas até o dia 6 de julho, com uma audiência pública programada para o dia 7 de julho. Esse processo visa garantir que as partes interessadas tenham a oportunidade de expressar suas opiniões e preocupações a respeito das medidas que estão sendo implementadas.
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