O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou na última quarta-feira, 3 de junho de 2026, a distribuição de R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) entre os 30 partidos que concorrerão nas eleições de outubro. Este montante é um importante suporte financeiro para as campanhas eleitorais.
O Partido Liberal (PL) se destaca como a legenda que receberá a maior fatia do fundo, totalizando R$ 881 milhões. Em segundo lugar, está o Partido dos Trabalhadores (PT), que receberá R$ 615 milhões. O União aparece em seguida, com um total de R$ 526 milhões. Juntas, essas três legendas concentrarão cerca de 40% dos recursos disponíveis.
O repasse dos recursos do fundo eleitoral é regulamentado pela Lei das Eleições e considera uma divisão equitativa entre todos os partidos registrados no TSE. Cada partido recebe 2% do total, além de 35% proporcionalmente aos votos obtidos na Câmara dos Deputados. A divisão também leva em conta 48% conforme o tamanho da bancada na Câmara, incluindo fusões e incorporações, e uma cota de 15% baseada na bancada do Senado.
O Fundo Eleitoral é destinado a financiar campanhas em anos eleitorais e foi estabelecido pelo Congresso Nacional em 2017, em resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal, que, em 2015, proibiu o financiamento privado de campanhas por empresas. Essa medida visa garantir maior equidade nas disputas eleitorais, permitindo que partidos com diferentes níveis de apoio político tenham acesso a recursos necessários para suas campanhas.
Além do Fundo Eleitoral, os partidos políticos também podem contar com o Fundo Partidário, que é disponibilizado anualmente para a manutenção das atividades administrativas das legendas, contribuindo para a sua organização e funcionamento ao longo do ano.
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