No último sábado, 4 de junho de 2026, o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, manifestou sua posição contrária às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Durante um encontro ministerial da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) em Paris, Vieira se reuniu com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
O chanceler brasileiro destacou que os argumentos apresentados pelos Estados Unidos para justificar tais tarifas “não são legítimos”. Ele informou que, durante a reunião, fez questão de esclarecer pontos importantes sobre a questão tarifária, sublinhando que as investigações realizadas pelo governo dos EUA sobre práticas comerciais do Brasil foram divulgadas antes do prazo acordado durante um encontro bilateral em maio.
“Demos todas as informações necessárias. O que nós esperamos é que isso tudo seja levado em conta e que fique comprovado que não há por que sermos objeto de tarifas, porque todos os argumentos apresentados nós provamos que não são legítimos”, afirmou Vieira.
Recentemente, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou um relatório recomendando a taxação de 25% sobre produtos brasileiros. O relatório alega que determinadas políticas e práticas do Brasil são consideradas “irrazoáveis” ou “discriminatórias”. Essa investigação abrangeu áreas como comércio digital, serviços de pagamentos eletrônicos, concessão de tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, combate à corrupção, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
Além de sua reunião com Greer, o ministro Vieira também teve encontros com outros líderes internacionais, incluindo o comissário para Comércio e Segurança Econômica da União Europeia, Maros Sefcovic, onde discutiram a implementação do acordo Mercosul-União Europeia, em vigor desde maio. O chanceler brasileiro também se encontrou com ministros do Comércio de diversos países, como a Coreia do Sul, Espanha, Canadá, além de presidentes e chanceleres de nações como Suíça e República Tcheca.
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