Milhões de famílias brasileiras podem resgatar valores esquecidos no sistema financeiro. Em abril, R$ 482,8 mi foram sacados. Consulte se há recursos em seu nome.
No mês de abril de 2026, os brasileiros realizaram saques de R$ 482,8 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, conforme informações divulgadas pelo Banco Central. Desde a criação do Sistema de Valores a Receber (SVR), o total de valores devolvidos aos clientes bancários já chega a R$ 15 bilhões.
Até abril, ainda estavam disponíveis R$ 10,3 bilhões para saque. Recentemente, o governo federal transferiu parte dos recursos do SVR para o programa Desenrola Brasil 2.0, com R$ 5,7 bilhões alocados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO). Este fundo público servirá de garantia para a renegociação de dívidas, ajudando a combater a inadimplência.
Os valores transferidos ao FGO poderão ser reivindicados pelos titulares. Um edital de chamamento público será publicado para regulamentar o procedimento de contestação e devolução desses recursos. Após a publicação, os cidadãos terão um prazo de 30 dias para solicitar os valores. Se não houver contestação, os recursos serão definitivamente incorporados ao FGO.
O SVR é um serviço oferecido pelo Banco Central, permitindo que os cidadãos consultem se possuem valores esquecidos em bancos, consórcios ou outras instituições financeiras. Para realizar a consulta, não é necessário fazer login, bastando informar o CPF e a data de nascimento ou, no caso de empresas, o CNPJ e a data de abertura.
Se houver valores disponíveis, o cidadão deve acessar o sistema para verificar o montante a receber e a origem do valor, além das informações da instituição que deve realizar a devolução. Para acessar esses dados, é necessário fazer login com uma conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro, e realizar a verificação em duas etapas.
O resgate dos valores pode ser feito de três maneiras: entrando em contato diretamente com a instituição responsável, solicitando pelo Sistema de Valores a Receber ou utilizando a função de solicitação automática de resgate. Essa última opção permite que o cidadão não precise consultar o sistema periodicamente, pois o crédito será feito diretamente em sua conta.
Os valores esquecidos podem ter diversas origens, como contas-correntes ou poupanças encerradas, tarifas cobradas indevidamente e recursos de consórcios não procurados, entre outros.
Até o final de abril, 41.465.905 correntistas já haviam resgatado valores. Dentre esses, 36.955.690 eram pessoas físicas e 4.510.215, pessoas jurídicas. No entanto, 50.333.796 beneficiários deixaram de retirar seus recursos, sendo 45.323.751 pessoas físicas e 5.010.045 pessoas jurídicas. A maior parte dos beneficiários tem direito a pequenas quantias, com 64,57% dos valores a receber sendo de até R$ 10.
O Banco Central também alerta a população sobre possíveis golpes relacionados a resgates de valores esquecidos. Todos os serviços do SVR são gratuitos e a autarquia não realiza contato para tratar sobre valores a receber, nem solicita informações pessoais ou senhas.
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