Sergipe reduziu sua taxa de analfabetismo de 13,9% para 10,3% entre 2016 e 2025. Mesmo com o avanço, o estado ocupa a 6ª pior posição nacional, segundo o IBGE.
A taxa de analfabetismo em Sergipe apresentou uma queda significativa nos últimos anos, embora o estado ainda se encontre entre aqueles que possuem os maiores índices do Brasil. Em 2016, 13,9% dos sergipanos com 15 anos ou mais eram analfabetos. Em 2025, esse percentual diminuiu para 10,3%, segundo dados da PNAD Contínua – módulo Educação, divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (19).
Apesar dessa redução, Sergipe continua a ter a sexta maior taxa de analfabetismo do país, mantendo praticamente a mesma colocação registrada em 2016. É importante ressaltar que todos os estados com índices mais elevados estão localizados na região Nordeste. No Brasil, a taxa de analfabetismo caiu de 6,7% para 4,9%, atingindo pela primeira vez um índice abaixo de 5%.
Quando analisados os dados por gênero, a taxa de analfabetismo entre os homens em Sergipe chega a 11,1%, enquanto entre as mulheres o índice é menor, de 9,6%. A maior variação, no entanto, ocorre em relação à faixa etária. Entre as pessoas com mais de 60 anos, a taxa era de 40,1% em 2016 e diminuiu para 29,9% em 2025.
As diferenças por cor ou raça também permanecem evidentes. Em 2016, a taxa de analfabetismo entre pessoas brancas em Sergipe era de 12,6% e recuou para 9% em 2025. No mesmo período, entre pretos e pardos, a taxa caiu de 14,4% para 10,7%.
No que se refere à média de anos de escolaridade, no Brasil, essa média passou de 9,3 anos em 2016 para 10,4 anos em 2025. No Nordeste, a média cresceu de 8,2 para 9,3 anos. Sergipe também acompanhou essa tendência regional, aumentando de 8,3 para 9,3 anos de escolaridade média.
Em um cenário mais positivo, Aracaju, a capital sergipana, destacou-se com um aumento de 10,6 para 11,6 anos de estudo no período analisado, posicionando-se entre as capitais nordestinas com maior escolaridade, ao lado de Recife e Natal. Quando o recorte é feito apenas entre as mulheres, Aracaju lidera o ranking no Nordeste, com média de 11,7 anos de estudo, seguida de Salvador (11,6 anos). Já entre os homens, a capital sergipana ocupa a terceira colocação no Nordeste.
Ao analisar a média de anos de estudo por cor e raça em nível nacional, observa-se que a população branca apresenta uma média de 11,2 anos, enquanto pretos e pardos acumulam, em média, 9,8 anos. Em Sergipe, pessoas brancas têm, em média, 9,8 anos de estudo, contra 9,1 anos entre pretos e pardos.

Siga o Clarim Gospel e receba as notícias do mundo gospel em primeira mão.
