A Anvisa autorizou lotes fabricados a partir de março de 2026, mas mantém a suspensão de lotes anteriores. Famílias devem verificar os produtos em casa antes do uso.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a manutenção da suspensão do comércio, distribuição e uso de lotes específicos de produtos Ypê. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, e abrange desinfetantes, detergentes e lava-roupas líquidos.
No entanto, a Anvisa também divulgou uma nova resolução que libera a comercialização de lava-louças líquidos e desinfetantes fabricados a partir de março de 2026, com final de lote 1. Produtos fabricados a partir de abril já estavam autorizados para circulação no mercado.
Os lotes afetados pela suspensão incluem: todos os desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026; detergentes lava-louças, incluindo versões com enzimas ativas e linhas clear e green, também suspensos se fabricados antes da mesma data; e lava-roupas, como Tixan Ypê e Ypê líquido – antibac, que permanecem suspensos se produzidos antes de 1º de abril de 2026.
“A empresa apresentou hoje à Anvisa os resultados dos laudos de análise realizados por laboratórios autorizados para todos os lotes de final 1 produzidos nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, na expectativa de que também sejam liberados após análise”, informou a assessoria da Ypê.
A Anvisa justificou a suspensão com base em descumprimentos de requisitos estabelecidos na RDC nº 47/2013, identificados durante uma inspeção sanitária realizada entre os dias 27 e 30 de abril de 2026. A fiscalização encontrou 76 irregularidades sanitárias e indicou um risco de contaminação microbiológica nos produtos fabricados na unidade de Amparo.
Vale ressaltar que a situação se agrava devido a um episódio anterior, registrado em novembro de 2025, quando a empresa enfrentou um problema de contaminação microbiológica com a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha lava-roupas. Essa bactéria, embora comum no ambiente, pode ser prejudicial para pessoas com sistema imunológico comprometido.
A Anvisa classificou as medidas como preventivas, visando proteger a saúde da população.
A agência também destacou que os produtos que já foram distribuídos e estão disponíveis no mercado devem seguir os procedimentos acordados com a empresa quanto ao monitoramento sanitário.
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