O grupo iniciou a apresentação no Palco Mundo com meia hora de atraso e abriu com 'Nightcall' (Kavinski) seguido de 'Nightmare'. O vocalista M. Shadows lamentou a onda de negatividade nas redes e defendeu colegas de cena.
A banda norte-americana Avenged Sevenfold subiu ao Palco Mundo do Rock in Rio no sábado (5) com um atraso de cerca de meia hora. Sem explicações públicas sobre o motivo do atraso, o grupo iniciou a apresentação com uma introdução ao som de “Nightcall”, de Kavinski, e emendou em seguida com um dos seus sucessos, “Nightmare”.
Durante o show, o vocalista M. Shadows fez um desabafo ao mencionar que havia observado muita negatividade nas publicações da plataforma X em relação ao festival e a artistas do line-up, citando nomes como MGK, Bring Me The Horizon, Bad Omens, Poppy e Sepultura, além de discussões entre fã-clubes. Ele ressaltou que os grupos citados mantêm relações de amizade dentro e fora dos palcos.
A apresentação de 2026 no Rock in Rio não foi a estreia da banda no festival: em 2024 o Avenged Sevenfold já havia atuado como headliner, posição que voltou a ocupar neste ano.
O repertório adotou músicas de diferentes fases da carreira, com faixas de quase 30 anos de estrada. Entre as canções executadas estiveram “Seize The Day” e “M.I.A.”, do álbum Walking The Fallen (2003); “Bat Country”, de City of Evil (2005); “Afterlife”, do disco Avenged Sevenfold (2007); “Buried Alive”, do álbum Nightmare (2010); assim como “Shepherd of Fire” e “Hail to the King” (2013) e “Magic” e “The Stage” (2016). O set não incluiu o lançamento mais recente, o EP “Statica”.
O EP “Statica”, com quatro faixas, não foi tão bem recebido por parte do público: segundo comentários pela internet, alguns espectadores estranharam a sonoridade das canções, incluindo a faixa-título, que traz trechos com uso de autotune.
O show principal do Dia do Rock e Metal contou também com a estreia de uma nova identidade visual desenvolvida pelo estúdio criativo norte-americano See You Later, que assinou a direção criativa e a animação do espetáculo. O design de palco foi assinado por Jordan Coopersmith.
A proposta visual foi estruturada em três “atos arquitetônicos”, cada um representando um estado emocional distinto: um monólito imponente que iniciava a apresentação, sua fragmentação ao longo da performance, e por fim a dissolução em elementos imaterial e infinito, acompanhando a intensidade do repertório e a progressão estética do show.
“[A direção] muito intencional: criar algo poderoso através da contenção, e não do excesso”, afirmou o estúdio responsável pela criação visual.
No conjunto, a apresentação privilegiou os grandes hits da carreira do Avenged Sevenfold, destacando uma trajetória próxima de três décadas, e optou por não reproduzir ao vivo o material mais recente do EP.
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