A bandeira tarifária das contas de luz permanecerá na cor amarela durante o mês de julho de 2026, conforme informado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta data. Com essa decisão, ocorrerá um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos por todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
De acordo com a Aneel, a manutenção da bandeira amarela se deve ao período de seca que o Brasil enfrenta, o que resulta em uma geração hidrelétrica reduzida. Essa situação leva ao acionamento de usinas termelétricas, que apresentam um custo de operação mais elevado.
“A manutenção da bandeira amarela, ativa desde abril, reflete condições menos favoráveis de geração no País, típicas do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado”, explicou a agência.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 e tem o objetivo de refletir os custos variáveis da geração de energia elétrica. As bandeiras são divididas em cores e indicam o custo de geração de energia utilizada em residências, comércio e indústrias. Mensalmente, as condições de operação do sistema de geração são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que determina a melhor estratégia para atender a demanda de energia e prever os custos que devem ser cobertos pelas bandeiras.
As cores das bandeiras são definidas com base na previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há acréscimos. No entanto, ao serem aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta apresenta um aumento a cada 100 kWh consumidos.
Atualmente, os valores cobrados são os seguintes: na bandeira amarela, a tarifa tem um acréscimo de R$ 1,88 por 100 kWh. Já na bandeira vermelha, no Patamar 1, o aumento é de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos. No Patamar 2 da bandeira vermelha, as condições de geração são ainda mais onerosas, resultando em um acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 kWh consumidos.
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