No Distrito Anhembi, a 28ª Bienal do Livro reúne lançamentos, mesas de debate e obras que aproximam literatura e música. A britânica Lesley-Ann Jones participa da mesa dedicada a Freddie Mercury.
A 28ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo divide espaço entre literatura e música, reunindo lançamentos, mesas de debate e obras que investigam trajetórias de artistas. Realizada no Distrito Anhembi, a Bienal coloca nomes como Freddie Mercury, Belchior e Roberto Carlos no centro de atividades que aproximam a escrita do universo musical.
Entre as atrações internacionais, destaca-se a presença da jornalista e escritora britânica Lesley-Ann Jones. Na quinta-feira (10), às 19h30, ela participa da mesa “Freddie Mercury: o que ainda não sabíamos”. Biógrafa que se dedicou à trajetória do vocalista do Queen, Jones pesquisou a vida pessoal e profissional do cantor e publicou obras sobre sua carreira. A conversa parte dessa pesquisa para revisitar episódios da trajetória de Mercury, além de histórias dos bastidores e fontes utilizadas na reconstrução da biografia do artista.
A programação também contempla formatos que dialogam estreitamente com a cultura popular brasileira. Na quarta-feira (9), às 13h, o Espaço Cordel e Repente recebe o lançamento de “Belchior: A Construção de um Mito na Literatura de Cordel”, obra que transpõe para versos rimados a trajetória do compositor cearense, percorrendo sua produção artística e o imaginário em torno de suas canções, como “Apenas um Rapaz Latino-Americano”, “Como Nossos Pais” e “Sujeito de Sorte”.
Outra obra em cordel integra a programação: na sexta-feira (11), às 14h, será apresentado “Roberto Carlos Eterno: A História do Menino que Virou Rei”, biografia reconstruída em 283 estrofes rimadas. O lançamento terá apresentação de “Cordel Cantado”, que combina leitura dos versos com acompanhamento musical, estreitando a relação entre literatura e performance musical.
Nos espaços da Prefeitura de São Paulo, encontros literomusicais recebem artistas como Siba, Tulipa Ruiz, Gustavo Ruiz e Renan Inquérito para discutir os pontos de encontro entre literatura e música. As conversas abordam a questão que atravessa diferentes gerações de compositores: o que separa um poema de uma letra de música? O debate ganha novos contornos diante das dinâmicas das plataformas digitais e do streaming, e dos formatos híbridos em que obras literárias e musicais se cruzam.
O diálogo entre as linguagens também é tema da mesa “Livros para ouvir, cantar e viver”, marcada para terça-feira (8), às 16h. O encontro analisa a expansão dos audiolivros e a transformação de autobiografias e memórias em experiências narradas, inclusive quando artistas assumem a leitura de suas próprias histórias, aproximando ainda mais mercado editorial e música.
SERVIÇO
- Quando: 4 a 13 de setembro de 2026
- Onde: Distrito Anhembi, São Paulo (SP)
- Expositores: 269
- Ingressos: Fever


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